Feeds:
Posts
Comentários

Verdadeira Paz

Você, que quer a paz, só pode encontrá-la no perdão completo.

Ninguém aprende a menos que queira e acredite que, de alguma forma, precisa da aprendizagem. Embora não exista nenhuma falta na criação de Deus, ela é bem evidente no que você fez. De fato, essa é a diferença essencial entre um e outro. Falta, significa que te sentiria melhor se, de alguma forma, estivesse num estado diferente daquele em que está. Até à “separação”, que é o significado da “queda”, nada faltava. Não existiam quaisquer necessidades. Necessidades só surgem quando você se priva. Você age de acordo com a ordem particular das necessidades que estabelece. Isso, por sua vez, depende da sua percepção acerca do que é e queira se transformar.

O sentimento de separação de Deus é a única falta que realmente precisa corrigir. Esse sentimento de separação nunca teria surgido se não tivesse distorcido a sua percepção da verdade e, desta forma, percebido a ti mesmo como se te faltasse alguma coisa. A ideia de ordem de necessidades surgiu porque, tendo feito esse erro fundamental, já te tinha fragmentado em níveis com diferentes necessidades. À medida que se integra, vem a ser um só e, consequentemente, as suas necessidades passam a ser uma só. Necessidades unificadas conduzem à ação unificada porque isso produz uma ausência de conflitos.

A ideia de ordem de necessidades, que decorre do erro original, segundo o qual alguém pode ser separado de Deus, requer correção no seu próprio nível, antes que o erro de perceber níveis possa ser, de alguma forma, corrigido. Você não pode comportar-se de maneira eficaz enquanto funcionar em níveis diferentes. Todavia, enquanto você faz, a correção tem que ser introduzida verticalmente, de baixo para cima. Isso é assim porque pensa viver no espaço, onde conceitos tais como “para baixo” e “para cima” são significativos. Em última instância, o espaço é tão insignificante quanto o tempo. Ambos são, simplesmente, crenças.

O propósito real deste mundo é ser usado para corrigir a sua descrença. Você, por você mesmo, jamais poderá controlar os efeitos do medo porque o criou e acredita no que criou. Assim, na atitude, embora não no conteúdo, assemelha ao seu Criador que tem fé perfeita nas Suas criações porque Ele as criou. A crença produz a aceitação da existência. É por isso que pode acreditar em algo que ninguém mais pensa ser verdade. É verdadeiro para você, porque foi feito por você.

Todos os aspectos do medo não são verídicos, porque não existem no nível criativo e, portanto, absolutamente, não existem. Qualquer que seja a extensão da tua disponibilidade para submeter as suas crenças a este teste, nessa mesma extensão, as suas percepções são corrigidas. Para separar o falso do verdadeiro, o milagre procede nestas linhas:

O amor perfeito exclui o medo.

Se o medo existe, então não há amor perfeito.

Só o amor existe. 
Se há medo, ele produz um estado que não existe.

Na longa introdução de O Livro dos Espíritos, os Orientadores espirituais incumbidos de trazer aos homens o Consolador prometido por Jesus destacaram o objetivo do seu trabalho:

“Nele pusemos as bases do novo edifício que se eleva e que um dia há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade.”

Significa, tal propósito, transformar a Terra, moralmente classificada como Mundo de Expiações e Provas, em que predominam o orgulho, o egoísmo e a violência, em Mundo de Regeneração, onde o homem, animado do desejo de aprimorar seus valores morais, substitua o orgulho pela humildade, o egoísmo pelo amor ao próximo, a violência pela fraternidade.

Convictos de que somos seres imortais, em constante processo de evolução com vistas à perfeição espiritual, como nos ensina a Doutrina Espírita, o caminho natural que nos cabe seguir, a par da busca de novos conhecimentos, é o da conquista de novos valores morais marcados pelo exercício da fraternidade.

Esse novo edifício, todavia, que há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade, não se erguerá por simples concessão. Deverá, sim, ser construído por todos aqueles que pretendam nele habitar, sendo fruto do esforço renovador de cada um em aprender a amar ao próximo, a querer bem ao semelhante, independentemente das diferenças de raça, povo, religião, opinião, condição social, econômica ou cultural. Será também o resultado da nossa capacidade de conviver fraternalmente com todos aqueles que a Providência Divina coloca ao nosso lado na grande caminhada de redenção humana e espiritual. Será, numa palavra, obra de nosso firme propósito de viver a Caridade como a entendia Jesus: “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas”.

Somente pela prática plena da Caridade, vivenciando a Fraternidade, poderá o homem conquistar sua libertação do círculo vicioso da dor, do sofrimento e da violência.

“Fora da caridade não há salvação”

Proclamam os Espíritos Superiores.

Construamos, pois, a Paz, promovendo o Bem e praticando a Fraternidade.

***

Fonte:

Livro dos Espíritos. Edição Comemorativa, questão 886.

Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV, item 10.

Ato de amor

Olá amigos,

Escrevi este texto faz algum tempo e remexendo arquivos de backup acabei reencontrando e resolvi postá-lo para vocês.

***

Eu não quero nada para mim.

Mas do fundo de mim mesmo

Lanço brados aos céus

Pedindo que me faça compreender os problemas dos outros.

Não quero ser bom, nem santo,

Quero apenas ser humano.

Amar os meus amigos, como se eles fossem meus irmãos.

E a meus inimigos, como se eles fossem meus amigos.

Que todos possam encontrar em mim,  o amparo nos momentos de luta.

Ser como árvore, em cuja sombra repousa o viajor.

Como fonte, que a sede mata.

Saber dar sem esperar receber.

Quero saber amar

Apenas pelo prazer de amar.

Os homens foram feitos para se amar.

E esqueceram o amor…

Que a minha amizade seja útil aos que precisarem dela, ou àqueles que a quiserem, mesmo sem precisar.

Que meu amor seja capaz de encher corações.

E que atinja até mesmo aqueles que não o receberam.

Como eu desejaria:

Que eu saiba ajudar, sem pensar que estou sendo bom.

Que eu saiba viver os problemas dos outros, sem me envolver em suas vidas.

Que eu possa estender a mão amiga, sem dar a impressão de me julgar capaz de ajudar.

Que eu possa ser irmão daqueles que me procurem.

Sem pensar se eles querem ou não ser meus irmãos.

Que eu possa amar a humanidade, como amo meu corpo,

Fazer parte dela como meus pensamentos fazem parte de mim,

Mover-me dentro dela, como me movo no ar.

Sem que ninguém note,

Sem que ninguém se preocupe comigo,

Sem que ninguém dê conta que existo.

Que eu possa fugir das vaidades,

Do orgulho fútil,

Do desespero, do dinheiro e do poder.

Que eu possa perceber a verdade , sem me chocar com ela.

Reconhecer os erros dos outros, sem me esquecer que eles são meus também.

Amar as pessoas pelas suas qualidades e pelos seus feitos.

E depois morrer tranquilo…

Tendo ao meu lado, pessoas que me amem.

Que vão realmente sentir a minha falta.

Que vão realmente pensar em mim,

Com saudades e com carinho.

Tendo apenas o consolo de ter vivido,

De ter amado,

De ter sofrido,

E de saber morrer.

“Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos.”

( J.Campbell)

Para uns, a jornada é curta e agradável.

Para outros, a jornada é acidentada, e em alguns momentos, dá vontade de desistir…

Ao contrário do que você pensa, é nesses momentos que algo muito maior está acontecendo.

Estamos aqui para aprender, não para sofrer…

Abandone o passado…

desbloqueie sua paralisia afetiva.

À medida que ganhamos experiências, um pouco mais nos é revelado.

Abra-se!

Ninguém é igual a ninguém e ninguém é perfeito.

A vida vai dando coisas com que você consegue lidar, conforme você vai aprendendo a lidar com elas.

É assim que a vida funciona.

Avançamos no caminho espiritual através dos relacionamentos.

“Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento.”

(Deepak Chopra)

Repare: Nada é por acaso.

Nós nos colocamos em uma espécie de “trilha”, que sempre esteve aí, o tempo todo,à sua espera. Você elegeu seu destino.

A vida que você tem que viver é essa mesma.

“Você não consegue mudar o que não consegue encarar”.

(James Baldwin)

Por isso, onde quer que você se encontre, é exatamente onde precisa estar, neste momento.

Quando você estiver pronto para fazer uma coisa nova, de maneira nova, você fará.

Há sempre alguém à espera da pessoa na qual você está se transformando.

Talvez, você ainda não esteja pronto para reconhece-la.

A cada momento,cada um de nós está passando pelo processo de Ser e de se tornar. Como as pessoas, os nossos relacionamentos também mudam.

E ainda há muito a aprender sobre  AMOR…

Ainda há muito a ser realizado.
Apesar de muitos problemas, há Esperança, Fé, Alegria, há o AMOR…

Deus sabe de tudo que nos é necessário para evoluir, antes mesmo de nós!

“Obrigado, Deus, por me amar o suficiente e permitir que me aconteça somente aquilo com que eu consigo lidar, quando acontece. Obrigado por Quem eu me tornarei através de tudo que me acontece.”

SEJA FELIZ SEMPRE!!

Comunidades

Comum-idades, uma verdadeira comunidade é constituída por seres que têm idades em comum, isto é, por seres que estão passando pela mesma etapa do ciclo involutivo-evolutivo, e por isso têm consciências, energias e aspectos semelhantes; que se traduzem em intuições, ideais, objetivos e realizações comuns…

Agora, que estamos concluindo (os que estão concluindo) uma etapa do ciclo de individuação da mente racional lógica, com a correspondente faculdade de pensar com a própria cabeça, tendo já passado pelos ciclos da mente racional emotiva e da mente racional instintiva, e iniciando o ciclo da mente racional intuitiva, que nos leva a reconhecer que por mais que se conheça há sempre um infinito para ser conhecido, e a passar por uma fase de desapego de todo o tipo de formas e entrega ao próprio centro, encontrando todos em si mesmo, neste coletivo unitário, espiritual, global…

Agora estamos sendo atraídos por este centro comum, que já contém em si, em síntese e em abstrato, todas as etapas deste novo ciclo, cabendo-nos a nós, aqui, na periferia, interpretá-las, desenvolvê-las e concretizá-las.

Assim, gradualmente, se vão plasmando as intenções, as ações e as obras.

Exponhamos então as ideias que vão surgindo nas nossas mentes, ideias intuídas, ideias para ativar e objetivar este novo modo de estar, de sentir e de viver.

A nova civilização já está em gestação… a civilização gerada e sustida pela nova consciência… pela consciência espiritual, integral, sintética e harmoniosa…

Como é natural, esta consciência espiritual observa tudo de uma perspectiva global, verificando como as diversas partes se relacionam entre si e se ligam com o todo, captando o “eco”-“lógico” da Natureza.

Verifica como no ciclo de individualização da mente racional lógica, analítica, separatista, competitiva e guerreira, o excesso de individualismo levou ao egoísmo e consequentes desequilíbrios em todo o tipo de relacionamentos, provocando injustiças, pobrezas, guerras, destruições e crimes. Verifica o quanto é preciso reequilibrar e reconstruir. Mas também verifica tudo quanto de positivo foi criado e desenvolvido nesse ciclo civilizacional, e aproveita-o, adaptando-o à nova civilização emergente.

Como é natural, esta consciência integral, considera todos os aspectos de todos os seres, observa a sua constituição e o modo como se interrelacionam, observa as suas semelhanças e as suas diferenças, observa como a essência, energia e forma, existentes em todos os seres, são aspectos relativos e intermutáveis.

Assim, esta consciência sintética promove os meios mais adequados ao desenvolvimento desses aspectos, espirituais, anímicos e corporais, estimulando a atenção, o alinhamento e a sincronização em todo o ser.

Assim, esta consciência harmoniosa dedicadamente propaga o amor, transmuta os opostos em complementares, equilibra os relacionamentos e estabelece a paz.

É com esta consciência que precisamos intuir, pensar e trabalhar…

Mais do que refletir sob, sobre e com os conhecimentos adquiridos, imaginemos prospectivamente a verdade, para que a verdade, preservada nos eternos arquétipos, criados com ampla sabedoria, se possa manifestar neste tempo e neste espaço…

A pesada herança dos padrões comportamentais provenientes do reino animal, ainda nos está influenciando… o comermos-nos uns aos outros, a apropriação de um território e seus habitantes, a manutenção do poder através da força… tudo isso, que serviu para a aceleração do desenvolvimento do intelecto, está agora provocando uma tremenda crise planetária, está chegando portanto o tempo da transmutação… e o início de um novo ciclo…

Talvez nos caiba lançar alguns dos fundamentos para este novo ciclo, para esta nova civilização…

Encontremos então esses fundamentos e observemos a sua ordem de manifestação.

A mente racional intuitiva, que é espiritual, global, sintética, ecológica e harmoniosa, considera os seres na sua integridade (espírito-alma-corpo, físico-emocional-mental-intuitivo…) e promove corretos relacionamentos entre o todo e as partes, e entre o centro e periferia…

Para o seu desenvolvimento são necessários ambientes adequados, que possibilitem o desabrochar de todas as potencialidades do ser integral, que somos, e de relacionamentos harmoniosos entre todos os seres de todos os reinos, baseados no amor, na sinceridade e no respeito mútuo. Ambientes de cooperação, em que cada um procure dar o seu melhor para que haja um acréscimo do bem comum, estabelecendo corretas relações com tudo e todos.

Neste ambiente todos os componentes do ser são equilibradamente chamados ao trabalho de auto desenvolvimento e ao serviço altruístico, numa progressiva consciencialização de unidade.

Assim, a integridade, que somos, tem de estar presente, pois só com esta integridade podemos aceitar-nos uns aos outros e viver alegremente em harmonia…

Assim, para a evolução espiritual são propostas a oração, a meditação, o Evangelho no Lar e a contemplação como meios de cada um se encontrar a si mesmo e encontrar também os outros, em unidade, amor e atividade. Para a expansão anímica são proporcionados meios facilitadores de uma ampla comunicação, são convívio, cultura, estudo e divulgação. Para o crescimento corporal são promovidas diversificadas atividades nas quais se procura uma interligação e empenhamento dos vários aspectos da personalidade humana (físico, emocional, mental, intuitivo, …).

Devido às características das cidades, é provavelmente mais fácil desenvolver estes ambientes no campo.

Tendo em atenção a característica coletiva da mente racional intuitiva (pelo menos nos seus primeiros estágios de desenvolvimento), a herança individualista da mente racional analítica, e as influências da mente racional emocional e da mente racional instintiva, que apesar de antigas ainda continuam em desenvolvimento, alguns modelos e mistura de modelos de novas comunidades podem surgir:

Comunidades em que o fator coletivo é predominante.

Comunidades onde o processo de individualização ainda está bastante presente.

Comunidades que conjugam as necessidades individuais com as aspirações coletivas.

Assim, nas comunidade cujos membros estejam fortemente unidos por intuições comuns, constituindo coletivos coesos, onde os seres livres voluntariamente se integram, a maioria dos bens são comuns (fundos monetários, terrenos, cultivo agrícula, infraestruturas, oficinas, produções, edifícios, alojamentos, refeições…), pois que a noção, o sentimento e a sensação de posse estão transcendidos, podendo no entanto coexistir com algumas utilizações individuais (dinheiro, habitações, veículos, alimentação, vestuário, …).

Estas comunidades são organismos vivos, por isso a sua composição e hierarquia são naturalmente orgânicas, cada elemento encontra a sua função e procura viver em harmonia com todos os outros, a circulação interna de elementos, de informação e de formação é bastante desenvolta e cooperante. Reúnem-se frequentemente. Encontram plataformas de entendimento e de decisão baseadas numa intuição que busca a verdade e atinge o consenso. As normas do seu funcionamento são simples e versáteis, adaptando-se às situações e aos seres nelas envolvidos.

Tal como em todo o sistema organizado, também aqui existe um centro coordenador, um meio transmissor e uma periferia, porém como a comunicação e interação entre o centro e a periferia e a periferia e o centro, passando pelo meio, são bastante amplas e profundas, a diferenciação entre estes três componentes deste tipo de comunidades é miníma.

Com uma consciência espiritual compreende que existem comunidades dentro de comunidades, dentro de comunidades, … por isso respeita e relaciona-se corretamente tanto com as pequenas comunidades que coexistem no seu interior como com as comunidades maiores nas quais participa. Verifica a existência das várias civilizações existentes no Planeta e, sem se confundir, e sem procurar supremacia, estabelecendo as adequadas distâncias e proximidades, preservera no desenvolvimento da civilização, intuitiva, a que realmente pertence.

Diversificadas são as suas áreas de interesses e de atividades, mas, mantendo a visão do conjunto, integra-as num todo coeso, estabelecendo os adequados intercâmbios.

Com a consciência sintética estuda as variadas culturas, sistemas e disciplinas, encontrando os pontos de convergência e de unidade. Selecionando e remodelando as teorias e práticas que mais lhe convêm.

Com sentido ecológico lida respeitosamente com todos os “Reinos” da Natureza tendo em consideração a integridade de todos os seres (consciência-vida-manifestação) e os seus ciclos e modos de existência, cuidando do bem estar de todos, alimentando-se qualitativamente de acordo com a sua consciência e promovendo a saúde em si e em todos. Lida com os recursos de um modo sustentável, procurando fontes renováveis e reciclando o máximo, tendo em atenção a dupla característica de todos os sistemas, fechado e aberto, como sistema fechado tem o seu ciclo de vida, nascimento, crescimento, maturação e morte mas como sistema aberto o seu ciclo de vida está dentro de um outro ciclo de vida mais amplo, e também contém em si outros ciclos de vida mais restritos.

Com harmonia expande a arte e a beleza em todas as suas atividades e construções, conjugando o rigor utilitário com a liberdade criativa, de modo a que possam ser expostas e apreciadas com conforto e agrado. Variados eventos culturais, participados pelos membros, convidados e visitantes, são promovidos com regularidade.

Com a perspectiva de globalidade, disponibiliza ao mundo o que é, o que aprende e o que realiza, e aceita o que o universo lhe traz, integrando os elementos que consigo se afinizam.

Considerando que o dinheiro, tal como tudo o mais, tem 3 aspectos, essência-energia-forma, procura lidar com estes 3 aspectos de modo equilibrado; como essência é livre, não pertence a ninguém e por todos pode ser utilizado, quanto mais exata for a consciência do propósito do seu correto uso, e quanto melhor se integrar no processo de desenvolvimento geral, mais facilmente pode ser concentrado e expandido, recebido e doado; como energia flui, com as adequadas estruturas é captado e canalizado para onde faz mais falta e para a construção das necessárias obras; como forma pode ser medido, tanto quantitativa como qualitativamente, atribuindo valores, mais ou menos definidos, aos intervenientes, ao trabalho e aos produtos, promovendo trocas justas. Com natural desprendimento, o dinheiro é utilizado principalmente pelo e para o coletivo, incluindo, evidentemente, as várias necessidades individuais.

A noção de família torna-se alargada a todos os membros da comunidade, as crianças, consideradas filhas do Universo, são da responsabilidade de todos, e por todos são amadas e respeitadas, e embora no período a seguir ao nascimento a função dos pais seja importante, estas funções vão sendo gradualmente alargadas aos vários membros da comunidade e aos ambientes especiais adequados ao seu desenvolvimento.

Embora possam existir casais baseados na afinidade, o processo mais natural, para seres livres de posses e de preconceitos, é o da partilha de si mesmos e o enriquecimento dos relacionamentos, inclusive os sexuais.

Vivendo com a consciência no presente, o seu futuro está mais ligado aos eternos arquétipos, do que dependente do passado. E embora haja alguma programação, ela é constantemente adaptada à realidade que vai sendo constatada. A espontaneidade intuitiva provê a maioria das soluções.

Os limites (tempo-movimento-espaço) da comunidade são simplesmente uma referência relativa, para facilitar a sua identificação, pois que esta verdadeira comunidade vai além de todo e qualquer limite…

As comunidades onde já se ouve o chamamento intuitivo, mas em que o processo de individualização ainda está bastante presente, em que o auto conhecimento e a auto realização constituem um objetivo a atingir e cada um precisa aprender a gerir os seus recursos e a desenvolver autonomia, procurando independência e liberdade, são essencialmente fundadas para possibilitar um ambiente mais liberto dos antigos padrões civilizacionais e onde novas experiências vivenciais possam ser desenvolvidas.

Assim, os elementos que se encontram nessa fase involutiva-evolutiva agrupam-se, constituindo determinado tipo de organização, abraçando algum ideal ou conjunto de ideais que os mantêm unidos.

Como comunidade, com tendência para o coletivo, criam as estruturas que permitam uma vivência em comum, tais como espaços e tempos de reunião e de partilha, mas como indivíduos necessitam de se movimentar ao encontro de si mesmos, por isso reservam momentos e ambientes para o fazerem, em habitats próprios e personalizados. Como a ideia, o sentimento e a sensação de posse ainda não estão completamente transcendidos, ainda lutam pelos “seus” ideais, procuram manter os “seus” relacionamentos e preservar as “suas” propriedades.

Como as suas mentes ainda são bastante discursivas, e apesar de partilharem ideais comuns, nem sempre estão de acordo, e embora procurem atingir o consenso, algumas das suas decisões coletivas têm de ser tomadas por votação. A sua orgânica, algo artificial, sustentada por uma hierarquia de competências, gere o funcionamento comunitário através de normas, mais ou menos rígidas.

Os conflitos, resultantes das divergências a das tendências de auto afirmação, certamente que causam transtorno ao bom funcionamento comunitário e familiar, mas, como a aspiração à harmonia também está presente, vão-se pacientemente resolvendo.

Porque estas comunidades são constituídas fundamentalmente com base em ideais, e porque dificilmente esses ideais conseguem sintetizar todo o âmbito da etapa involutiva-evolutiva em que se encontram os seus elementos, estas comunidades atraem e agrupam os elementos que estão desenvolvendo determinado fator involutivo-evolutivo, tornando-se assim predominantemente ou espirituais, ou culturais, ou socializantes ou produtivas, ou algumas combinações destes fatores.

Curiosas por natureza, desenvolvem amplas pesquisas nos temas do seu maior interesse e naturalmente procuram colocar em prática aquilo que vão aprendendo, recolhendo um enriquecido conhecimento através das suas vivências.

A troca de informação, tanto no seu interior como com comunidades semelhantes, é amplamente valorizada, e a competitividade caminha lado a lado com a cooperação.

Estas comunidades tendem a tornar-se um pouco fechadas em relação ao exterior, procurando ser auto suficientes, pois que o processo de individualização e diferenciação existente nos seus membros é transferida para o coletivo. Porém, devido a várias necessidades, têm de manter relações com aquilo e aqueles que pretendem rejeitar.

Embora possa haver uma reserva coletiva, o dinheiro e demais objetos são considerados como pertenças individuais, tendo cada um direito a geri-lo do modo como melhor o entender.

A família, continua sendo constituída por casais, que eventualmente se fazem e desfazem, durando mais ou menos tempo, devido à consumação dos processos de individualização com as consequentes separatividades, auto afirmações e conflitos. Como ainda julgam que os filhos são seus responsabilizam-se, individualmente, pelo seu conforto, saúde e educação, mantendo alguma preocupação quanto aos berçários, escolas e demais pessoas que com eles lidam.

Efetuam projetos baseados nos seus ideais e tendo em consideração os conhecimentos adquiridos, separando do convívio os que também amam, de forma direta ou indireta.

As comunidades cujos membros estão finalizando o processo de individualização, de estruturação da mente racional lógica e iniciando o processo de desenvolvimento da mente racional intuitiva são fundadas e desenvolvidas em estado de crise, oscilando entre as tendências individualizantes e as coletivizantes. Grande parte dos membros destas comunidades estão passando por uma fase de desapego às formas (materiais, emocionais e mentais), pois que estão sendo atraídos pelo seu centro espiritual, através da sua alma. Este novo campo de consciência intuitiva assenta numa alma coletiva e familiar, pois que são raros os seres, neste planeta, que já têm um corpo racional intuitivo individualizado.

Estas comunidades mais heterogéneas, em que alguns membros têm tendências coletivas e outros individuais, têm de encontrar a harmonia em si mesmas para poderem prosseguir, assim a tolerância é desenvolvida, permitindo uma maior variedade de situações vivenciais.

Neste tipo de comunidades podem coexistir em vários graus aspectos dos dois tipos de comunidades acima referidos. Cada uma destas comunidades encontra as suas próprias soluções, podendo a sua orgânica e essas soluções variar consideravelmente de comunidade para comunidade.

Algumas destas comunidades, nomeadamente as de carácter espiritual, são fundadas e mantidas por um “guia”, que assume a liderança e define as linhas da sua orgânica e estruturação, pois que os elementos que as constituem, devido à fase de transição em que se encontram, necessitam de uma referência, ainda externa, que polarize as suas aspirações e lhes forneça uma orientação. Estas comunidades, bastantes dependentes do seu guia, assumem as características desse ser, normalmente involutiva-evolutivamente mais avançado, e dependendo da sua capacidade atrativa e manifestativa, podem ter várias dimensões e potencialidades.

Por isso a importância de aceitarmos Jesus como nosso guia, aceitar seu evangelho como mapa.

Claro que é difícil encontrar modelos de comum-idades puros, o mais provável é que haja uma combinação destes três modelos aqui apresentados nas comunidades que já se formaram, que se estão formando e que se formarão, embora um deles possa ser o predominante.

Por isso a importância de formarmos a nossa comunidade familiar, baseada no amor, compreenção, indulgencia , humildade e muito perdão.

Temos que ter coragem de aceitar o outro, temos que nos perdoar para podermos perdoar nossos companheiros de jornada.

Vamos valorizar nossas comunidades, pois nada é por acaso!.

Karma

Olá Amigos,

É com muita satisfação que respondo perguntas enviadas através de nosso blog, onde posso pesquisar e responder as intrigas e as dúvidas de nossos irmãos. Abaixo reproduzo uns trechos de umas perguntas enviadas, e peço desculpa pela demora em responder, pois tive que fazer uma pesquisa e esperar a “INSPIRAÇÃO”, para poder escrever.

Queria perguntar sobre as doenças – cada um de nós têm de sofrer diversas doenças na vida, se essas doenças fazem parte do karma, ou se é mesmo assim, existindo completamente por coincidência …

“Não há azar no que vivem.” Certas doenças podem fazer parte de um karma, mas muitas doenças vêm de um desacordo profundo entre os nossos diversos corpos, de um desequilíbrio entre si, uma falta de Amor para consigo e para com os outros, isso posso afirmar.

Amem, amem intensamente, e mesmo se estiverem doentes, a sua doença será diminuída e muitas vezes não ficará doente. O Amor cura, o Amor vibração pode fazer milagres, digo bem o AMOR VIBRAÇÃO, porque para nós, o Amor soa falso, vibração é exato. Mais tarde, alguns dos nossos estudiosos, muito inclinados para a espiritualidade, tratarão com vibrações que serão similares ao Amor. Alguns sem ter consciência já o fazem. Pode-se fazê-lo mesmo de outras maneiras, pela música profunda, pelo som. Tudo é apenas vibrações: o som, a luz, mas sobre planos diferentes, com ressonâncias diferentes, e a Vibração Suprema, a Vibração que coroa o todo, é o Amor, o Amor do nosso Pai, o Amor do nosso Criador. Mas o Amor… não, essa palavra não é suficientemente forte, essa palavra não quer dizer nada… e  no entanto  continuaremos mesmo assim a emprega-la, para a conveniência da nossa compreensão. Durante milénios, nós, humanos, empregamos a palavra amor, por amor fizeram crimes, por amor civilizações desmoronaram, vêem como empregaram mal essa palavra, amor pelo dinheiro, amor pelo luxo, amor pelo poder. Vêem o perigo dessa palavra.  Prefiro Vibração Suprema.

As Vibrações Supremas não  vos fazem  fazer o que faz fazer o nosso amor terrestre. As Vibrações Supremas fazem-nos sempre ascender em direção a Luz, em direção ao Pai, Criador e Eterno.  Como fazer a distinção entre as provas inevitáveis para o nosso karma e os obstáculos devidos a escolhas erradas? “Com efeito, há apenas  uma só  lei:” a Lei da causa – efeito. A má escolha  nunca é uma má escolha. O que pode nos parecer uma má escolha é com efeito necessário para o nosso desenvolvimento espiritual, para as nossas tomadas de consciência.

Há duas coisas que se passam atualmente. Há uma depuração, ou seja um karma que se termina, um karma dos povos e há também o karma, a Lei da causa – efeito  que é aplicável instantaneamente, ou seja que uma má escolha, uma falta de discernimento fará aplicar instantaneamente essa Lei da causa – efeito; porque nós já não temos mais tempo para a transformação. Antes tinhamos vidas e  vidas para compreendermos isso, agora o tempo terminou, como dizíamos à pouco, o tempo da colheita é o tempo atual. Então saibam que todas as experiências, por mais dolorosas que sejam  são postas no nosso caminho para nos fazer compreender a vida, para nos fazer sempre aceder a um plano superior. Mas elas são inutilizáveis se enfrentarmos  essas experiências com revolta, é por isso que tudo o que nos acontece, é preciso aceitar e agradecer. Enquanto ignoramos essas leis sofreremos.

Podemos afirmar que aquilo que se passa  no continente africano é  uma dívida karmica que a raça negra têm de libertar, porque parece que houve um período  anterior em que a situação  era oposta e onde era a raça branca que era escrava dos negros que, então, eram dominantes?

“Posso responder à esta pergunta desta maneira:” O sofrimento de cada povo, qualquer que seja, faz parte da Lei da causa – efeito. Cada ser humano que encarna neste mundo de expiação tem de pagar (a palavra pagar não é a mais certa), deve viver o seu karma, deve viver a aplicação dessa Lei da causa-efeito. É assim  para as famílias, é assim  para os povos. Por conseguinte não é a sensibilidade que sentem  a propósito de  todas essas coisas que nos parece um terror que fará alterar o karma desses seres, desses povos.  Eles pagam mas em certa medida, pagam  o que viveram mal em uma ou várias vidas anteriores. Posso dizer, para tranquilizar, que esses povos terão feito um grande caminho na evolução pela aceitação desse sofrimento que depois não será mais. É por isso que posso dizer o seguinte:

“Sejam sempre tolerantes para todos os indivíduos que  não se assemelham, continuem a respeitar a  ideologia deles, continuem a respeitar a  maneira deles viverem, a  maneira de ser, porque terão de pagar o comportamento negativo que terão em relação a  esses irmãos. Envie sempre muito Amor e tenha sempre muita tolerância para todos os que não são como você”. Isso é muito importante.

Pode-se apanhar o Karma, ou o destino de outro ser vivo?

“Ninguém pode tomar o peso de outro.” Cada ser humano tem de viver a sua lei da causa – efeito. A única coisa que possam fazer é ultrapassar o próprio Karma ou ajudar outra pessoa a ultrapassar o  karma dela fazendo-a evoluir espiritualmente sobre um plano de consciência,  diríamos diferente , através de muito Amor, de abnegação e compreensão.  Pagar o Karma dos outros: NÃO. Só os senhores do Karma é que podem alterar o Karma de um humano. Mas um homem não pode pagar o karma de um outro homem.  É apenas um puro erro.  Mas fiquem sabendo: O KARMA NÃO É IRREVERSÍVEL. Se compreendermos a nossa vida, se podermos ultrapassar essa lei da causa – efeito, se podermos projetar-se para vibrações superiores, escaparão o nosso Karma, pararão a roda. É NECESSÁRIO QUE TENHAM CONSCIÊNCIA DAS FACULDADES EXTRAORDINÁRIAS QUE ESTÃO NASCENDO EM NÓS.  O karma existe porque não compreendemos quem somos, e nem o que fazemos, nem  para onde vamos, nem de onde viemos… Quando compreendermos que somos “Deuses”, não teremos mais Karma, porque Deus não pode viver um Karma.

Viemos sobre a  terra com o karma que escolhemos, mas será que previmos o karma das nossas próprias crianças que, eles,  também o escolheram, e que às vezes nos recaem sobre os ombros?

“Quando  se vem para a  terra, não se vem necessariamente com um karma que se escolheu.” Vem-se para a terra para aplicar a lei da causa – efeito, mas  é necessário que  também saibamos, é que às vezes, pelo comportamento que os seres humanos têm, cria-se um karma diário, eles mesmos criam a lei da causa – efeito.  Às vezes,  o que tomam como por provas terríveis não o é. Elas o são em relação à nossa própria personalidade, mas se têm a coragem de olharem para  trás, daremos conta que, muitas vezes, sofremos por aquilo que é apenas uma ilusão de prova. Nós criamos às vezes provas que poderíamos evitar. Nos preocupamos inutilmente. Quando o ser humano encarna, tem mais ou menos um quarto de karma para viver. Todo o resto são apenas  falsas provas que colocamos em nosso caminho. São frequentemente  recusas de ir em frente, recusas de compreender. Quando um ser humano recusa compreender  a sua direção,  o seu caminho, há obstáculos ao seu progresso, há provas. Para evitar algumas das nossas provas, olhemos qual é o nosso caminho, olhemos qual é a nossa estrada. Mesmo assim queria dizer o seguinte:

“Atualmente, no fim deste ciclo, há uma medida muito importante de provas, há uma aceleração na evolução dos seres, porque eles não terão mais X e X existências para aperfeiçoar a sua evolução. Por conseguinte,  em  muito poucos anos são obrigados a aprender através de provas, para se purificarem. É por isso que, atualmente, uma grande quantidade de seres sofrem profundamente. É necessário dizer que esse sofrimento conduz para o caminho da Luz, para o caminho da realização. É necessário dizer também que atualmente a espécie humana está submetida  a tudo o que semeou. Explicando: semeamos todos os nossos pensamentos de tristeza, todos os nossos pensamentos de egoísmo, todos os nossos pensamentos de amargura, de limitação, de preocupações, e  agora estamos colhendo tudo o que semeamos. Se tivéssemos semeado pensamentos de Alegria e de Amor, teríamos colhido essa alegria e esse Amor. Na vossa vida tudo é triste. A televisão é cruel, cada vez que olhamos para um espetáculo, é um espetáculo de limitação e de tristeza. Podemos alterar o percurso da nossa vida. Aprendendo a sermos alegres, aprendendo a viver com alegria, com Amor. Aprendendo a rir, a cantar, a ver o sol a brilhar em nosso redor. Seria necessário que os homens, como  um só ser, dissessem:

Não. Agora o que queremos é alegria é  harmonia, é Amor. Vamos nos distrair com filmes de Amor, com filmes que farão crescer as nossas almas.  Estamos sujeitos mais uma vez a lei da causa – efeito. Semearam coisas tristes. Semearam a amargura e o medo, e colhemos em função nossas sementeiras. Mas amanhã, quando os homens compreenderem que as desgraças que atribuem a Deus e ao céu  vêm deles próprios, quando os homens compreenderem que os Irmãos de Luz querem os ajudar e que eles ouviram  as suas vozes ressoar ao mais profundo  deles mesmos, quando os homens compreenderem que o vosso planeta é uma jóia e que é necessário amá-lo e protege-lo, quando os homens compreenderem que eles mesmos são jóias que é necessário proteger e ajudar, não vão querer mais ver a tristeza, a desolação, a amargura e o medo. O egoísmo já não existirá  no coração dos homens. Eles fecharam definitivamente a página dos seus erros, e abrirão um novo livro da sua vida sobre a beleza, sobre o Amor, sobre a esperança, sobre a sabedoria, sobre a verdade. É isso a evolução do homem, mas que eles compreendam que os seus sofrimentos vêm frequentemente do seu comportamento. Estão num fim de ciclo, uma época onde tudo será consumido tudo deverá ser consumido antes da transformação.

Aí está, uma longa resposta à sua pergunta.

Leis karmicas

“Todos acham natural ser apreciado e reconhecido por tudo o que se fez de bom e, caso se seja desprezado ou criticado, fica-se decepcionado e triste.

Ora bem, aqui está uma fraqueza de que o discípulo tem de se libertar.

A partir do momento em que ele esteja consciente de que a sua atividade é benéfica, desinteressada, luminosa, deve ter confiança nas Leis Naturais, ou seja, as Leis de Deus, sabendo que, mais cedo ou mais tarde, receberá a estima e o lugar que merece.

Se há coisa em que deveis acreditar é na existência de Leis no Universo.

Todas as palavras que pronunciais, todos os gestos que fazeis, todos os vossos desejos e pensamentos, são imediatamente registrados, classificados, e produzem resultados.

É com estas Leis que se deve contar, pois tudo pode mudar à  vossa volta, exceto estas Leis:

um dia, elas enviar-vos-ão exatamente o que mereceis,

consoante a maneira como tiverdes trabalhado.”

Maria Modesto

Muitos tem me escrito perguntando quem é Maria Modesto.

Maria Modesto Cravo hoje é um espírito que rege um dos trabalhos na casa espírita onde eu trabalho, lá ela é a mentora da terapia do passe, um passe espiritual diferenciado, onde é tratado vários distúrbios como depressão, ansiedade, síndrome do pânico entre outras.

Esse passe era muito praticado pelo nosso memorável amigo Chico Xavier, junto com Maria modesto e Eurípedes Barsanulfo, em Minas Gerais, e hoje é difundido pelo Irmão José Tadeu.

Abaixo um pouco mais Sobre Maria Modesto.

A dona Modesta de Uberaba

Maria Modesto Cravo nasceu na cidade de Uberaba-MG, em 16 de abril de 1899. Teve formação católica, casando-se aos17 anos com Nestor Cravo, em 1915. No ano seguinte transferiram residência para Belo Horizonte e tiveram comofilhos: Eurythmia, Euclydes, Ermelinda, Eduardo, Erasto, Esdras e Erasmo. Maria Modesto teve importante participação no nascente movimento espírita em Uberaba, juntamente com a participação de seu pai e sua tia.

Em documentos que tratam sobre os planos pioneiros da doutrina em Uberaba, consta: “em 20 de março de 1910, reuniram-se na casa de José Villela de Andrade os irmãos em crença José Villela de Andrade, Manoel Felippe de Souza, Anselmo Trezzi, João Augusto Chave, Evarista Modesto dos Santos (irmã de João Modesto) e outros, para tratarem dos meios de obter-se os recursos para a aquisição de um terreno e a construção de um edifício, destinados à reunião e mais trabalhos que tinham o objetivo de propagar a Doutrina Espírita.

Sentindo os primeiros fenômenos mediúnicos em sua esposa, em forma de obsessão, o que acarretou inúmeros problemas para a família, seu esposo buscou o aconselhamento espiritual, recebendo como orientação que ela fosse ao encontro de Eurípedes Barsanulfo, na cidade de Sacramento-MG. Seu organismo estava fraco, sendo realmente diagnosticada a influenciação, oriunda de espíritos infelizes. Eurípedes indica tratamento físico e espiritual, através da fluidoterapia. Em poucos dias, Maria Modesto apresentava significativa melhora, sendo convidada a trabalhar na equipe mediúnica. Passado pouco tempo, já recuperada, Maria Modesto é orientada por Eurípedes Barsanulfo para se mudar para Uberaba. Em janeiro de 1919, um novo local de trabalho é fundado na cidade mineira, o Ponto Bezerra de Menezes, ao lado da casa de Maria Modesto, onde, juntamente com outros médiuns, ela passa a servir de intermediária dos Benfeitores Espirituais, assistindo a enfermos. Todavia, a assistência não se limitava ao intercâmbio espiritual.

Em 1922 inicia-se a realização do Natal dos Pobres, beneficiando os necessitados que ali buscavam o amparo, além da assistência prestada aos cegos, presidiários e outras instituições. Pouco tempo depois de fundada a sede social do Centro Espírita Uberabense, em 13 de maio de 1919, um fato importante ocorre: a comunicação psicográfica através de Maria Modesto, do luminoso espírito Ismael, designado pelo Cristo para organizar o trabalho da propagação da Boa Nova no Brasil. Na época, a direção do Centro Espírita Uberabense resolveu consultar a Federação Espírita Brasileira, para saber da autenticidade da mensagem, sendo confirmada pelo próprio comunicante, na sede da FEB. Recebendo orientações de Bezerra de Menezes, a respeito do trabalho desenvolvido do Ponto, o grupo recebe orientação para iniciarem a construção do Sanatório Espírita de Uberaba, sendo sua planta recebida mediunicamente por Maria Modesto.

Em 6 de janeiro de 1928, a pedra fundamental é lançada pelo presidente do Centro Espírita Uberabense, médico sanitarista Henrique von Krugger Schroeder.

Em 31 de dezembro de 1934 o Sanatório é inaugurado, exercendo o cargo de diretor clínico, o dr. Inácio Ferreira. Junto ao Sanatório Espírita, o trabalho de Maria Modesto foi constante, tendo a benfeitora encontrado ainda tempo para auxiliar na fundação da União da Mocidade Espírita de Uberaba (UMEU), em 1940. Em julho de 1963, devido a sérios problemas de saúde, Maria Modesto Cravo transfere-se para Belo Horizonte, retornando à Pátria Espiritual em 8 de agosto de 1964, vitimada pelo câncer. Bibliografia: – História do Espiritismo em Uberaba – Carlos Baccelli. – Fonte Viva. out/dez de 2002.

Casos Curiosos Certo dia, enquanto residia em Uberaba, ainda solteira, fui visitar dona Maria Modesto, como a chamávamos, com meus pais. Enquanto lá estávamos, ela foi chamada, porque estava chegando um rapaz para ser internado, considerado louco. A família já não agüentava mais. Dona Maria Modesto começou a conversar com os familiares e logo em seguida pediu a eles que o desamarrassem. O rapaz chegou de camisa-de-força. – Mas, como? Arguiu o pai! Ele está fora de si. Está muito violento e poderá agredir qualquer um de nós e até vocês mesmos. – Não, disse ela, ele não fará isso. Por minha conta, tirem a camisa-de-força dele. – Oh! Dona, então é por conta sua, porque eu já não aguento mais. Pois bem, desamarraram o rapaz e ele começou a conversar com ela, naturalmente, respondendo o que lhe era perguntado, com todo respeito e tranquilidade.

De outra feita, estando Maria Modesto já doente, em Belo Horizonte, para ser tratada pelo médico Walter Boechat, precisou fazer uma extração cirúrgica do dente. A cirurgia demorou por mais ou menos três horas. Ela própria segurava o seu queixo, enquanto o profissional batia o martelo para abalar o dente. O dentista estava muito preocupado com o estado de saúde dela, pois sabia da doença que a acometia. Dona Maria Modesto o acalmava dizendo: – Fique tranquilo, está tudo indo muito bem. Pode continuar. No dia seguinte. Fomos visitá-la em casa de sua filha. O médico chegou também para fazer seu exame de rotina. Sabendo que o dentista estava presente naquele momento, chamou-o e disse: – Como foi você que fez a extração cirúrgica, é bom que você venha participar do exame a que a submeteremos. Pediu a ela que mostrasse onde foi extraído o dente. Qual não foi a surpresa do dentista quando viu que o local do dente estava completamente cicatrizado, como se nada tivesse acontecido.

Existem palavras como “amor”, “Deus” e “bom” que, por não corresponderem a objetos ou fatos concretos, assumem significados diferentes para diferentes pessoas. A palavra “espiritual” é uma delas.

Quem se interessa pela vida espiritual deve descobrir se essa palavra realmente ressoa dentro de si ou se é simplesmente um termo usado pelos outros, um mero conceito, sem base no conhecimento pessoal.     Todos podem afirmar que a palavra “amor” tem base no conhecimento pessoal, pois, de uma forma ou de outra, experimentaram o amor. Nossa experiência pode ser limitada ou insuficiente, mas de alguma maneira serve para dar ao menos uma vaga idéia do que seria um amor diferente, maior.     Para a maioria das pessoas “espiritual” é como a palavra “Deus” um termo que pode abrigar inúmeras contradições, que se pode interpretar de acordo com inclinações e desejos ocultos.

Uma pessoa perturbada por problemas persistentes, que se sente sozinha, infeliz, sobrecarregada ou desiludida, pode buscar alívio no chamado “mundo espiritual”. Se tivesse obtido êxito no plano material, provavelmente não buscaria esse tipo de “ajuda”. Portanto, sua aparente busca espiritual é apenas um pedido de socorro, um fator de mudança nas experiências terrenas.

Pseudo-espiritualidade

Algumas pessoas passam parte do dia em atividades religiosas que, segundo dizem, trazem benefícios espirituais. Milhões de hindus, budistas, cristãos e outros repetem orações e tomam parte em cultos, mas dedicam pouca atenção ao significado interno dos rituais.     Nesse caso, a religião é como um molde preparado para as pessoas pela sociedade em que vivem, e elas caem de imediato dentro desse molde. Em outras circunstâncias, naturalmente se adaptariam a outro molde. Elas não estão realmente se voltando para o plano espiritual; estão se conformando com o que é mais fácil e fazendo aquilo que se espera que façam.

A busca espiritual pode ser também uma expressão de medo, uma espécie de seguro contra dissabores futuros. Nesse caso, é como uma forma de investimento, uma preocupação do homem de negócios contra tempos difíceis. Quanto mais ele peca e favorece a si mesmo, mais sente necessidade de pavimentar um caminho seguro para o outro mundo.     Portanto, quem deseja levar uma vida espiritual precisa se questionar e examinar seus motivos. O aspirante que iludir a si mesmo não encontrará a iluminação que procura. Ele deve indagar se realmente deseja seguir o caminho espiritual ou se está apenas procurando uma saída para seus problemas, uma adaptação à sociedade ou a garantia de uma segurança.

Quando a busca espiritual é irreal, apenas uma parte da vida é dedicada a ela. Essa parte só diz respeito à superfície; a pessoa, portanto, age superficialmente, preocupando-se só com atividades externas, que gosta de chamar espirituais. Ou reserva um pequeno compartimento de sua vida para certas práticas, dedicando o restante a buscas totalmente diferentes.

Ela pode, por exemplo, ir à igreja, manter uma rotina de orações e tentar uns momentos de meditação, enquanto a maior parte de sua vida permanece desligada dessas ocupações e não é influenciada por elas.

A busca pelo espiritual não deve ser compartimentalizada. Precisa ser feita com todo o coração; precisa ser uma busca não-pessoal, mas realizada com ímpeto.

Qual é a causa da ambição e do ódio? Por que existe solidão? Qual é o significado da vida? Essas e muitas outras questões surgem da observação que cada pessoa faz da vida. Mas o questionamento e a busca não devem se basear em considerações superficiais ou no ponto de vista de outros. A clareza, que é a luz do discernimento, surge quando a pessoa estuda a vida por si própria, de modo profundo. Isso marca o inicio da jornada espiritual.     É preciso clareza de percepção para distinguir o que é essencial. Esse discernimento permite ver que a causa dos nossos problemas tem raiz no egoísmo. Se há violência, pode-se ver a sua fonte em cada ser humano. Por isso, cada pessoa deve se mover do que é sem importância para o que é básico, do superficial para o fundamental.

Só podemos considerar que a busca espiritual foi bem iniciada quando há clareza de percepção ao lado de uma preocupação profunda com o bem-estar de todos. Descobrir o que é espiritual é viver a vida espiritual, pois as grandes verdades da vida não são externos, mas dimensões de consciência.

Transformação interior

Para saber o que é espiritual, é preciso trazer o espiritual dentro de si. A vida espiritual não consiste em fazer coisas, mas numa transformação interior. Chega-se à compreensão do que é este estado compreendendo a si mesmo, observando o que acontece no seu interior. Por meio da observação, a pessoa pode se purificar de tudo o que pertence à vida mundana.

Vida mundana não significa contato físico ou mental com as cosas materiais. Essencialmente, o que chamamos de vida mundana é uma atitude de posse. Há uma grande diferença na nossa relação com os objetos, pessoas e idéias quando há um impulso de posse e quando não há. Um relacionamento possessivo não é um relacionamento verdadeiro; perde-se de vista o valor intrínseco de uma coisa, quando o que conta é apenas a sua utilidade.

A mente possessiva é incapaz de perceber o verdadeiro significado de algo.  A avidez pela aquisição e pela posse deve ser inteiramente erradicada, se quisermos realizar a jornada do mundano para o espiritual. A mente deve aprender a não se apegar, seja a objetos concretos, mentais ou espirituais. A não possessividade deve ser total, tanto para o interior quanto para o exterior.

A vida mundana também se manifesta na imposição da nossa vontade sobre os outros, no sentimento de que os interesses pessoais devem prevalecer, e que as circunstâncias, pessoas e coisas devem se submeter a eles.

Quando frustrado, esse desejo de poder profundamente arraigado se transforma em agressão; por isso o mundo está cheio de violência, em maior ou menor grau, não apenas guerra, crimes e ofensas à vida, mas violência da dominação de uma pessoa, marido ou filho, a violência das palavras ásperas, do modo descortês de falar. A não-violência implica não ter senso de poder nem desejo de dominar os outros.

Transcender a vida mundana

Todos estão tentando, o tempo todo, descobrir como o mundo pode satisfaze-los. Querem diversão, segurança, satisfação, afeição, reconhecimento. Transcender a vida mundana significa estar internamente livre dessas demandas, estar contente com o que vier, seja alegria ou tristeza.     Pedir e receber faz parte do modo mundano de viver. Não pedir nada, seja ao carma, a Deus ou aos outros e ficar contente com o que acontecer faz parte da natureza espiritual.

Quando aceitamos que as circunstâncias, as pessoas e nós mesmos somos como somos, não há necessidade de fingimento. Tentar parecer diferente do que se é ou tentar que as coisas pareçam diferentes do que são é uma ilusão da vida mundana. Quem deseja rejeitar o mundano deve corporificar a verdade em cada pensamento, palavra e ação. Quando o coração e a mente renunciam à violência, à falsidade, aos desejos e à indulgência, o mundano e o material não têm mais significado. Entramos num estado de pureza e simplicidade onde o lado espiritual pode ser conhecido.

Os cinco preceitos do Budismo, as instruções da ioga, os mandamentos cristãos e outros marcos verdadeiros do caminho espiritual, antigos e modernos, apontam todos para um mesmo ponto: a renúncia. A verdadeira renúncia não é um ato dramático. É o enxugar diário de pensamentos, motivações e memórias do mundo, pequenos desejos de dissimular, pequenas atitudes indelicadas, pequenos apegos, recordações de prazeres etc. Renunciar a tudo é se libertar do eu. O apego e a memória criam a ilusão de que a pessoa é um eu separado, com suas próprias metas a atingir. Quando a mente está livre do conteúdo psicológico, não há mais sentimento de separatividade. O conteúdo psicológico é formado de memórias conscientes e inconscientes, tendências construídas ao longo de muitas experiências e um profundo instinto de autoproteção. O apego é responsável por esse conteúdo. Ele é uma cerca que a pessoa constrói ao redor de certas experiências, às quais chama de “eu”. Se o conceito “eu” não for ligado a um conjunto particular de experiências, não existe “eu” no sentido psicológico.

Para descobrir o lado espiritual, é preciso renunciar às autodescrições: sou americano, europeu, branco, moreno, cristão, hindu. Essas distinções estão baseadas em raças, credos, sexo e nacionalidades, ou em outros conceitos mais sutis: sou rico, pobre, inteligente, esperto, sou um buscador da verdade. Todo nome que toda pessoa dá a si mesma é uma identificação com o eu.     Por isso, o Bhagavad Gita ensina que o homem é livre quando não pensa nem sente em termos de “eu gozo”, “eu sou aquele que goza”, “eu faço”, “eu sou aquele que faz”. A pessoa continua a agir, mas a ação não é identificada como “eu”. Assim, a mente se livra de tudo que a separa da vida. A renúncia à experiência auto-identificada é o começo de uma nova vida, a vida espiritual.

Olá amigos leitores.

Recebi uma pergunta que reproduzirei mais abaixo, onde uma amiga nossa frequentadora de nosso site me fez uma pergunta.Ela pediu para que não revelasse sua identidade, vamos respeitar seu desejo e tentarei responder.

“Olá amigo Julian,

Que tenha um dia iluminado, cheio de paz e luz.

Querido amigo, gostaria que tentasse me explicar o que é amar! O que é realmente amor, amor ao próximo, aos nossos filhos, inimigos…

Li seu artigo do dia 25 de maio sobre amar ao próximo, e resolvi que precisaria de mais explicações, pode ser mais direto?

Mais simples em suas colocações…

Abraços da amiga …

Bom, vamos lá.

Jesus Cristo nos pediu e tentou ensinar.

“amai vos uns aos outros como eu vos amei ”

Sabemos que existem varios tipos de amor, amor fraternal, amizade, amor familiar, amor por nossas esposas e maridos entre outras formas que insistimos em rotular.

Amar a meu ver significa partilha, respeito, aceitação dos outros com seus defeitos e virtudes, troca de emoções, plena confiança, significa elevar nosso ser ao mais alto sentimento desprovido de qualquer emoção de inveja, de egoismo, de negligência, de escárnio, maldizer ou mesmo sofrimento.

Amar é sentimento e assim como a inteligência ele é próprio de nossos espíritos, é a transformação de nossos instintos em algo sublime e puro, é elevação moral e espititual, é evolução! Amor não é abstrato, não é volátil  como o prazer.

Contudo pelo que vejo e tenho notado com os e-mail’s que recebemos em nosso site, amar tem acarretado tambem sofrimento. Por muitas vezes alguém entregar seu amor seja fraternal, amistoso, ou mesmo conjugal e do outro lado não saberem aceitar esse sentimento nobre com respeito e dedicação.

O amor é incondicional , contudo nem todos  sabem valorizar. Será possível ser tão difícil  sabermos aceitar sem restrições, sem desconfianças, cultivando  e evoluindo até ao mais alto nível de amar, o amor supremo?

Por amor as pessoas conseguem ser altruistas. No entanto a entrega sem reservas  a partilha hoje em dia parece cada vez mais dificil por parte do ser humano. Será que isso acontece justamente pelas pessoas terem sofrido anteriormente quando amaram alguém e partilharam suas emoções? Porque razão determinadas pessoas só aplicam amor em termos de relação conjugal dando imensa importância a parte da entrega física em detrimento da psicológica ou  emocional? É como se o amor fraternal, amizade fortalecida não tivesse lugar?

Por vezes parece que  se seguirmos o caminho do egoismo, da inveja , das injúrias escondidas, das présuposições se torna mais fácil para  alguns. Desta forma como é possível conseguirmos conduzir uma pessoa assim para  a Luz, para um sentimento nobre, para o fim do tormento da dor de não saber amar.

Acredito que quem não sabe amar ou partilhar seja alguém que não esteja bem nem consigo mesmo nem com os outros. Pois a verdadeira felicidade está dentro de nós, não devemos procurar em outras pessoas, temos que enxergar essa chama de amor universal que Deus colocou em nossos espíritos, pois somos eternos e o verdadeiro amor também.

Que Deus ilumine todos os corações e vos dê PAZ E AMOR sem reservas.

Espero ter respondido sua pergunta amiga.

« Novos Posts - Postagens Antigas »