Sabemos que as lembranças não são iguais.
Enquanto algumas são vagas recordações de eventos, outras nos prendem no passado.
Quando ficamos magoados com alguém, as tintas escuras e densas dessa experiência nos mantêm algemados ao passado, prejudicando todo o nossos centros energéticos, que dificultam o fluir de energias que nos harmonizam para o viver do instante presente, a retenção de mágoa é uma via para o desequilíbrio.
Abaixo quarto passos para o perdão, que é encadeado por ações que podem ser realizadas, conforme a possibilidade pessoal daquele que foi ferido ou ofendido:
1) renuncie – deixe de lado;
2) contenha-se – abstenha-se de punir;
3) esqueça – afaste da lembrança, recuse-se a insistir; e
4) perdoe – abandone a dívida.
O perdão envolve mente e coração, pois a libertação da mágoa não se dá apenas no nível intelectual, mas está associada também aos campos físico-emocional-espiritual.
Com efeito, quando perdoamos, sentimos o corpo relaxado e não mais tomado pela contração: um nítido sinal de que alguma coisa se expurgou do campo individual, libertando-nos de um peso de memória que gravitava em nosso corpo como um objeto estranho e contaminado.
O crescimento da consciência é um processo de movimento espiral e envolve, no geral, paciência e um querer obstinado. Dar atenção à saúde significa cuidar da profunda aflição de que às vezes padecemos por conta do outro, que nos feriu ou nos atingiu de alguma forma pouca amorosa ou cordial.
E, nessas horas, no lugar da retenção em um quadro de memória dolorosa, podemos assumir a responsabilidade pessoal pelo nosso equilíbrio, largamente associado à atitude do perdão, e autoperdão, reiterado. Com sabedoria.
Sócrates afirmou:
“Que os seres humanos não fariam o mal se efetivamente o compreendessem como mal; se o fazem é porque não entendem realmente o bem, pois é o bem que inspira a saúde da alma.”
Uma de nossas reações mais comuns diante do sofrimento é a busca de justificativas e culpados para tais situações.
Uma das coisas mais difíceis para o ser humano é perdoar aqueles que nos magoam.
A palavra perdão vem do grego, APOLUÔ, que significa libertar.
Jesus ensinou: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14-15).
Perdoar é questão de decisão e não de sentimento.
Amar significa perder para ganhar, perdoar é superar a própria razão por uma realidade mais nobre, perdoar é esquecer.
Não devemos perder mais tempo, devemos nos libertar das mágoas, porque existe muita vida para se viver, e muita alegria para se conquistar. Coragem!
Abraço fraternal.
Regiane Bueno