Uma história conhecida no Oriente Médio pode ajudar-nos a compreender como ocorrem transformações em nossas vidas.
” Houve um monarca poderoso que decidiu levar uma vida austera, a fim de subir no conceito de seus súditos. O seu objetivo era de ser aceito, em uma casta elavada – a dos brâmanes. Nesse desejo, ou ambição, podemos ver a energia do conflito estimulando-o a melhorar- já que o conceito do progresso, naquele tempo e naquela cultura, significava galgar os degraus do sistema de castas.
O povo vendo-o viver de maneira tão austera, tentando purificar-se , achava que ele merecia ser considerado de casta superior. Entretanto havia na cidade um velho brâmade que não pensava assim. Na sua opnião, tudo o que o rei fazia visava um fim que não era expressão de uma necessidade profunda. Segundo o brâmade, o monarca ainda não havia passado por todas as etapas necessárias para chagar ao que pretendia, e recusou-lhe o título.
Ao saber da recusa, o rei mandou matar várias crianças da família do brâmade, certo de que, dessa forma, por medo o ancião lhe concederia o título pretendido. Mas o brâmade revelou que de nada adiantaria agir daquele modo, matando pessoas, pois isso não o levaria a um novo estado de consciência.
Decidido a matá-lo, o rei dirigiu-se às escondidas a casa do velho brâmade. Ao aproximar-se, percebeu que ele estava conversando com alguém e que o assunto era o próprio rei. Chegando mais perto, ouviu palavras tão puras, elevadas e construtivas a seu respeito e viu ressaltados os lados positivos do seu reinado , que ali mesmo passou por uma verdadeira transformação. Jogou fora a arma que levara e ajoelhou-se aos pés do brâmade, vivendo apartir daí, um profundo processo interior.
Tempos depois, estabelecida a harmonia, chegou o ancião de seu próprio mundo intuitivo, o conhecimento da situação interna do rei. Então, ciente da intensa transformação pela qual ele passara concordou em elevá-lo a casta dos brâmades.
- Quando não estamos ainda prontos para a transformação trazida pela energia, estamos sujeitos a uma séries de tensões que nos preparam para o que vai acontecer. As vezes faz-se necessário que a pessoa viva uma experiência completa, onde precisa desiludir-se definitivamente.”
Este texto foi extraido do livro “A Energia dos Raios em Nossa Vida” de Trigueirinho – Editora Pensamento.
E para nós, é de muita importância despertamos através desta história para uma reflexão sobre o que está motivando nossos atos.
A personalidade utiliza-se de vários artificios para não deixar de existir quando trabalhamos o desapego e nos voltamos para o nosso EU interior, por isso precisamos estar em constante vigília para que o orgulho não se manifeste entre nossas ações.
Que consigamos a entrega pura e desinteressada, para que assim alcancemos a verdadeira transformação.
Paz Profunda a todos