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Existem palavras como “amor”, “Deus” e “bom” que, por não corresponderem a objetos ou fatos concretos, assumem significados diferentes para diferentes pessoas. A palavra “espiritual” é uma delas.

Quem se interessa pela vida espiritual deve descobrir se essa palavra realmente ressoa dentro de si ou se é simplesmente um termo usado pelos outros, um mero conceito, sem base no conhecimento pessoal.     Todos podem afirmar que a palavra “amor” tem base no conhecimento pessoal, pois, de uma forma ou de outra, experimentaram o amor. Nossa experiência pode ser limitada ou insuficiente, mas de alguma maneira serve para dar ao menos uma vaga idéia do que seria um amor diferente, maior.     Para a maioria das pessoas “espiritual” é como a palavra “Deus” um termo que pode abrigar inúmeras contradições, que se pode interpretar de acordo com inclinações e desejos ocultos.

Uma pessoa perturbada por problemas persistentes, que se sente sozinha, infeliz, sobrecarregada ou desiludida, pode buscar alívio no chamado “mundo espiritual”. Se tivesse obtido êxito no plano material, provavelmente não buscaria esse tipo de “ajuda”. Portanto, sua aparente busca espiritual é apenas um pedido de socorro, um fator de mudança nas experiências terrenas.

Pseudo-espiritualidade

Algumas pessoas passam parte do dia em atividades religiosas que, segundo dizem, trazem benefícios espirituais. Milhões de hindus, budistas, cristãos e outros repetem orações e tomam parte em cultos, mas dedicam pouca atenção ao significado interno dos rituais.     Nesse caso, a religião é como um molde preparado para as pessoas pela sociedade em que vivem, e elas caem de imediato dentro desse molde. Em outras circunstâncias, naturalmente se adaptariam a outro molde. Elas não estão realmente se voltando para o plano espiritual; estão se conformando com o que é mais fácil e fazendo aquilo que se espera que façam.

A busca espiritual pode ser também uma expressão de medo, uma espécie de seguro contra dissabores futuros. Nesse caso, é como uma forma de investimento, uma preocupação do homem de negócios contra tempos difíceis. Quanto mais ele peca e favorece a si mesmo, mais sente necessidade de pavimentar um caminho seguro para o outro mundo.     Portanto, quem deseja levar uma vida espiritual precisa se questionar e examinar seus motivos. O aspirante que iludir a si mesmo não encontrará a iluminação que procura. Ele deve indagar se realmente deseja seguir o caminho espiritual ou se está apenas procurando uma saída para seus problemas, uma adaptação à sociedade ou a garantia de uma segurança.

Quando a busca espiritual é irreal, apenas uma parte da vida é dedicada a ela. Essa parte só diz respeito à superfície; a pessoa, portanto, age superficialmente, preocupando-se só com atividades externas, que gosta de chamar espirituais. Ou reserva um pequeno compartimento de sua vida para certas práticas, dedicando o restante a buscas totalmente diferentes.

Ela pode, por exemplo, ir à igreja, manter uma rotina de orações e tentar uns momentos de meditação, enquanto a maior parte de sua vida permanece desligada dessas ocupações e não é influenciada por elas.

A busca pelo espiritual não deve ser compartimentalizada. Precisa ser feita com todo o coração; precisa ser uma busca não-pessoal, mas realizada com ímpeto.

Qual é a causa da ambição e do ódio? Por que existe solidão? Qual é o significado da vida? Essas e muitas outras questões surgem da observação que cada pessoa faz da vida. Mas o questionamento e a busca não devem se basear em considerações superficiais ou no ponto de vista de outros. A clareza, que é a luz do discernimento, surge quando a pessoa estuda a vida por si própria, de modo profundo. Isso marca o inicio da jornada espiritual.     É preciso clareza de percepção para distinguir o que é essencial. Esse discernimento permite ver que a causa dos nossos problemas tem raiz no egoísmo. Se há violência, pode-se ver a sua fonte em cada ser humano. Por isso, cada pessoa deve se mover do que é sem importância para o que é básico, do superficial para o fundamental.

Só podemos considerar que a busca espiritual foi bem iniciada quando há clareza de percepção ao lado de uma preocupação profunda com o bem-estar de todos. Descobrir o que é espiritual é viver a vida espiritual, pois as grandes verdades da vida não são externos, mas dimensões de consciência.

Transformação interior

Para saber o que é espiritual, é preciso trazer o espiritual dentro de si. A vida espiritual não consiste em fazer coisas, mas numa transformação interior. Chega-se à compreensão do que é este estado compreendendo a si mesmo, observando o que acontece no seu interior. Por meio da observação, a pessoa pode se purificar de tudo o que pertence à vida mundana.

Vida mundana não significa contato físico ou mental com as cosas materiais. Essencialmente, o que chamamos de vida mundana é uma atitude de posse. Há uma grande diferença na nossa relação com os objetos, pessoas e idéias quando há um impulso de posse e quando não há. Um relacionamento possessivo não é um relacionamento verdadeiro; perde-se de vista o valor intrínseco de uma coisa, quando o que conta é apenas a sua utilidade.

A mente possessiva é incapaz de perceber o verdadeiro significado de algo.  A avidez pela aquisição e pela posse deve ser inteiramente erradicada, se quisermos realizar a jornada do mundano para o espiritual. A mente deve aprender a não se apegar, seja a objetos concretos, mentais ou espirituais. A não possessividade deve ser total, tanto para o interior quanto para o exterior.

A vida mundana também se manifesta na imposição da nossa vontade sobre os outros, no sentimento de que os interesses pessoais devem prevalecer, e que as circunstâncias, pessoas e coisas devem se submeter a eles.

Quando frustrado, esse desejo de poder profundamente arraigado se transforma em agressão; por isso o mundo está cheio de violência, em maior ou menor grau, não apenas guerra, crimes e ofensas à vida, mas violência da dominação de uma pessoa, marido ou filho, a violência das palavras ásperas, do modo descortês de falar. A não-violência implica não ter senso de poder nem desejo de dominar os outros.

Transcender a vida mundana

Todos estão tentando, o tempo todo, descobrir como o mundo pode satisfaze-los. Querem diversão, segurança, satisfação, afeição, reconhecimento. Transcender a vida mundana significa estar internamente livre dessas demandas, estar contente com o que vier, seja alegria ou tristeza.     Pedir e receber faz parte do modo mundano de viver. Não pedir nada, seja ao carma, a Deus ou aos outros e ficar contente com o que acontecer faz parte da natureza espiritual.

Quando aceitamos que as circunstâncias, as pessoas e nós mesmos somos como somos, não há necessidade de fingimento. Tentar parecer diferente do que se é ou tentar que as coisas pareçam diferentes do que são é uma ilusão da vida mundana. Quem deseja rejeitar o mundano deve corporificar a verdade em cada pensamento, palavra e ação. Quando o coração e a mente renunciam à violência, à falsidade, aos desejos e à indulgência, o mundano e o material não têm mais significado. Entramos num estado de pureza e simplicidade onde o lado espiritual pode ser conhecido.

Os cinco preceitos do Budismo, as instruções da ioga, os mandamentos cristãos e outros marcos verdadeiros do caminho espiritual, antigos e modernos, apontam todos para um mesmo ponto: a renúncia. A verdadeira renúncia não é um ato dramático. É o enxugar diário de pensamentos, motivações e memórias do mundo, pequenos desejos de dissimular, pequenas atitudes indelicadas, pequenos apegos, recordações de prazeres etc. Renunciar a tudo é se libertar do eu. O apego e a memória criam a ilusão de que a pessoa é um eu separado, com suas próprias metas a atingir. Quando a mente está livre do conteúdo psicológico, não há mais sentimento de separatividade. O conteúdo psicológico é formado de memórias conscientes e inconscientes, tendências construídas ao longo de muitas experiências e um profundo instinto de autoproteção. O apego é responsável por esse conteúdo. Ele é uma cerca que a pessoa constrói ao redor de certas experiências, às quais chama de “eu”. Se o conceito “eu” não for ligado a um conjunto particular de experiências, não existe “eu” no sentido psicológico.

Para descobrir o lado espiritual, é preciso renunciar às autodescrições: sou americano, europeu, branco, moreno, cristão, hindu. Essas distinções estão baseadas em raças, credos, sexo e nacionalidades, ou em outros conceitos mais sutis: sou rico, pobre, inteligente, esperto, sou um buscador da verdade. Todo nome que toda pessoa dá a si mesma é uma identificação com o eu.     Por isso, o Bhagavad Gita ensina que o homem é livre quando não pensa nem sente em termos de “eu gozo”, “eu sou aquele que goza”, “eu faço”, “eu sou aquele que faz”. A pessoa continua a agir, mas a ação não é identificada como “eu”. Assim, a mente se livra de tudo que a separa da vida. A renúncia à experiência auto-identificada é o começo de uma nova vida, a vida espiritual.

Olá amigos leitores.

Recebi uma pergunta que reproduzirei mais abaixo, onde uma amiga nossa frequentadora de nosso site me fez uma pergunta.Ela pediu para que não revelasse sua identidade, vamos respeitar seu desejo e tentarei responder.

“Olá amigo Julian,

Que tenha um dia iluminado, cheio de paz e luz.

Querido amigo, gostaria que tentasse me explicar o que é amar! O que é realmente amor, amor ao próximo, aos nossos filhos, inimigos…

Li seu artigo do dia 25 de maio sobre amar ao próximo, e resolvi que precisaria de mais explicações, pode ser mais direto?

Mais simples em suas colocações…

Abraços da amiga …

Bom, vamos lá.

Jesus Cristo nos pediu e tentou ensinar.

“amai vos uns aos outros como eu vos amei ”

Sabemos que existem varios tipos de amor, amor fraternal, amizade, amor familiar, amor por nossas esposas e maridos entre outras formas que insistimos em rotular.

Amar a meu ver significa partilha, respeito, aceitação dos outros com seus defeitos e virtudes, troca de emoções, plena confiança, significa elevar nosso ser ao mais alto sentimento desprovido de qualquer emoção de inveja, de egoismo, de negligência, de escárnio, maldizer ou mesmo sofrimento.

Amar é sentimento e assim como a inteligência ele é próprio de nossos espíritos, é a transformação de nossos instintos em algo sublime e puro, é elevação moral e espititual, é evolução! Amor não é abstrato, não é volátil  como o prazer.

Contudo pelo que vejo e tenho notado com os e-mail’s que recebemos em nosso site, amar tem acarretado tambem sofrimento. Por muitas vezes alguém entregar seu amor seja fraternal, amistoso, ou mesmo conjugal e do outro lado não saberem aceitar esse sentimento nobre com respeito e dedicação.

O amor é incondicional , contudo nem todos  sabem valorizar. Será possível ser tão difícil  sabermos aceitar sem restrições, sem desconfianças, cultivando  e evoluindo até ao mais alto nível de amar, o amor supremo?

Por amor as pessoas conseguem ser altruistas. No entanto a entrega sem reservas  a partilha hoje em dia parece cada vez mais dificil por parte do ser humano. Será que isso acontece justamente pelas pessoas terem sofrido anteriormente quando amaram alguém e partilharam suas emoções? Porque razão determinadas pessoas só aplicam amor em termos de relação conjugal dando imensa importância a parte da entrega física em detrimento da psicológica ou  emocional? É como se o amor fraternal, amizade fortalecida não tivesse lugar?

Por vezes parece que  se seguirmos o caminho do egoismo, da inveja , das injúrias escondidas, das présuposições se torna mais fácil para  alguns. Desta forma como é possível conseguirmos conduzir uma pessoa assim para  a Luz, para um sentimento nobre, para o fim do tormento da dor de não saber amar.

Acredito que quem não sabe amar ou partilhar seja alguém que não esteja bem nem consigo mesmo nem com os outros. Pois a verdadeira felicidade está dentro de nós, não devemos procurar em outras pessoas, temos que enxergar essa chama de amor universal que Deus colocou em nossos espíritos, pois somos eternos e o verdadeiro amor também.

Que Deus ilumine todos os corações e vos dê PAZ E AMOR sem reservas.

Espero ter respondido sua pergunta amiga.

Cresce cada vez mais o número de pessoas que se declaram espiritualistas sem ter uma religião definida. Por um lado isso é bem positivo, pois as pessoas percebem que podem ser religiosas ou ter espiritualidade sem entregar seu discernimento a um líder religioso com um pacote fechado cheio de dogmas. Entretanto, tenho observado também o aumento de um subgrupo que chamo de “esquisotéricos”, uma junção divertida e bem humorada de esquisitos com esotéricos.

Esse subgrupo é composto por pessoas que “engolem” tudo o que lêem e o que lhes dizem, sem o menor discernimento. Fazem a simpatia do amor para amarrar o escolhido aqui, desejam tirar do caminho uma outra pessoa acolá, acendem uma velinha para o grande mestre sagrado não-sei-das-quantas, fazem o ritual do supremo sagrado fulaninho-de-tal e tudo de maneira superficial, por modismo puro, sem entender o que aquilo realmente pode representar e sem vivenciar a rica experiência que isso pode proporcionar.

Ser espiritualista é muito mais que isso; para ser espiritualista é necessário ter o mínimo discernimento, saber separar o que tem de bom do que não presta: o joio do trigo; inclusive, na leitura deste texto deve-se usar o discernimento, com o crivo da razão.

Não existe o floral “resolve tudo”, o insenso remove-tudo, o elixir me-faça-feliz-instantaneamente ou ainda fórmulas mágicas que resolvam tudo do dia para a noite.

Qualquer caminhada, seja ela qual for, exige discernimento, dedicação e coerência. Essas ferramentas são válidas e nos auxiliam muito no nosso caminho, entretanto, não substituem nossas ações, nossa coerência e nosso discernimento; também precisamos fazer a nossa parte para que essas ferramentas sejam eficientes.

A espiritualidade deve ser um estado de espírito, deve fazer parte do nosso íntimo, deve estar incorporada ao nosso dia-a-dia e em nossas atitudes com tudo o que nos cerca. A atitude espiritualista não é para ser praticada só nos seus momentos de ligação com o Sagrado e sim em todas as nossas ações do dia-a-dia.

Outra coisa muito importante a se ressaltar é que ser resignado e ter atitude espiritualista não é ser bobo e nem saco de pancada; é necessário ter coerência também neste quesito e saber ser justo com o que ocorre à nossa volta, entendendo que existem horas de aceitar e baixar a cabeça, mas também existem horas de se impor, fazendo-se respeitar, sempre com a flexibilidade necessária, tolerância e sem extremismos.

Tenho um amigo que sempre diz: “Céu e Inferno: cada um carrega o seu dentro do peito”, numa alusão clara que nós produzimos nosso Céu ou nosso Inferno de acordo com nossas atitudes e pensamentos. O sagrado e o profano são atitudes e pensamentos que carregamos e realizamos no dia-a-dia e não algo externo e alheio.

Seja qual for o caminho escolhido a seguir, tenha sempre discernimento para: olhar o que serve e o que não serve; o que é bom e o que não é; e não deixe as coisas serem apenas superficiais. Entenda o mecanismo, o porquê, o significado de toda a simbologia, e aí sim, viva a espiritualidade como ela deve ser vivida.

O Amor.

O amor é uma energia que corre em liberdade em todo o Universo

O amor chega desde o centro universal, até ao centro interno de cada um. É o caminho mais genuíno para o nosso crescimento interior

Desde o amor sem condicionalismos nem expectativas, as almas estão sarando, velhas feridas de solidão e abandonos, estão criando um estado interior mais pleno e seguro.

O amor é que nos proporciona a alegria de viver, é o sal da vida!

Amar não é atrair ou sofrer, mar é expandir nossa própria consciência.

Amar é estar por cima de separação, da dualidade do amor e do medo.

O amor só exige, para que cresça, e se aperfeiçoe, que a pessoa se entregue a ele totalmente siga em frente, seja qual for a forma que adote, cada vez com um maior desejo de aproximação de compreensão, de identificação.

Então produzir a abertura total a partir do interior, de modo que o amor atinja a sua própria maturação, se convertendo em fruto. Assim o amor é a raiz, os ramos as folhas, a flor e o fruto, como diversas fases do mesmo processo do amor.

O amor deverá ser alimentado não em função da pessoa mas do próprio amor que se dedica. Amar pelo mesmo fato de amar e não pelas qualidades boas ou más que possamos ver nos demais…

A nossa paz somente é atingida com a plenitude de nossa entrega.

Entregar totalmente significa nos abrir interiormente e só vivendo desse modo se tomará consciência da própria plenitude. Só saindo de nós mesmos se deixará o vazio interior para a consciência da plenitude da vida autentica do espírito.

Com o amor encontraremos o caminho de nos aproximarmos das demais pessoas, mas de dentro, a partir do seu interior, pois o amor é realmente o nosso contato com as pessoas.

Cultivar o amor é nos aproximarmos do interior das pessoas, ou seja da sua verdade, da sua razão de ser, da sua verdadeira e profunda motivação  através de Deus.

A vida espiritual só começa quando se descobre que Deus é  mais importante, e Ele é em cada momento…

Amar é ter um grande interesse de que as pessoas amadas vivam despertas interiormente, de que se cerquem de Deus interiormente, de que vivam em comunhão com a fonte de vida.

O amor busca a realização do que trazemos dentro de nós a plenitude de consciência, chegar a realizar esta consciência de unidade que é expressão da unidade do Criador. Trata-se de viver centrados neste amor, sem nunca nos agarrarmos à forma.

O amor não se pode medir pela sua intensidade, porque esta depende só da carga energética que leva. O que dá qualidade ao amor é a sua profundidade, ou seja o centro de que procede.

E se…

E se o mundo optasse pela matriz do amor como a energia criadora?

E se ousássemos quebrar a mente dos limites e nos permitíssemos ir para além das imagens que criamos de nós próprios?

Será que conseguíamos viver num mundo sem limitações, provações e medos?

Como seria o planeta azul…. Com certeza que bastante diferente, ou não ?

Será que a criatividade humana optaria pelo drama novamente ou teríamos a paciência de fazermos sempre o nosso melhor, de nos concentrarmos na nossa voz interior e dedicar-nos inteiramente a qualquer ato, por mais simples que fosse?

Eu sinto que seria um desafio interessante… afinal todos os dias a nossa mente nos leva a viver no futuro, no passado, no imaginário ou em realidades paralelas que desconhecemos em termos de consciência humana…

Viver no Aqui e Agora seria uma experiência nova… optarmos por nos centrarmos em cada tarefa, sentimento e objetivo, centrarmos apenas… sem uma meta, uma concretização, um objetivo, apenas o centrar-nos… num pensamento, numa ação e dedicarmos toda a nossa energia e o nosso ser, então os limites seriam ultrapassados, melhor seriam integrados como elementos da força criadora e poderíamos Ser. Nesse momento a união na diversidade deixaria de ser uma premissa e atingiria um novo estágio de amplitude e concretização, passaria a ser o reconhecimento da nossa condição natural de energia na Terra, cujas opções de ação se tornaram em opções qualitativas de uma mesma Fonte.

A qualidade nesse instante seria a mesma e acredito que o fascínio da paleta de cores continuaria a ter imensas tonalidades e aí reconheceríamos o arco-íris que habita em cada um de nós.

Existem coisas pequenas e grandes coisas que levaremos para o resto das nossas vidas.

Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas. Depende de cada um, depende da vida que cada um de nós levou.

Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para nós, coisas que nos marcarão, que irão mexer com a nossa existência.  

Provavelmente, iremos pela vida fora colecionando essas coisas, colocando em ordem de grandeza cada detalhe que nos foi importante, cada momento que interferiu nos nossos dias e que deixou marcas.  

Marcas… Umas serão mais profundas, outras superficiais, porém todas com algum significado. Serão detalhes que guardaremos dentro de nós e que se contarmos para outros talvez não tenha a menor importância, pois só nós saberemos o quanto foi incrível vive-los.  

Poderá ser uma música, quem sabe um livro, talvez uma poesia, uma carta, um Natal, uma viagem, uma frase que alguém nos tenha dito num momento certo. Quem sabe uma amizade incomparável, um sol que foi alcançado após muita luta algo que deixou de existir por puro fracasso.  

Pode ser simplesmente um instante, um olhar, um sorriso, um perfume, um beijo. Para o resto das nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós. Umas porque nos dedicaram um enorme carinho, outras porque foram o objetivo do nosso amor.  

Outras ainda por nos terem magoado profundamente.  Lá mais para a frente é que poderemos realmente saber a qualidade de vida que tivemos. Bem lá na frente é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a nossa vida, se de amor ou de rancor, se de alegrias ou tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou realidades.  

Pensem sempre que hoje é só o começo de tudo.

Que se houver algo errado ainda está em tempo de ser mudado e que o resto das nossas vidas, de certa forma, ainda está nas nossas mãos.

Falaremos hoje sobre o amor ao próximo. Mas o que será amar ao próximo? Muitas podem ser as respostas, mas eu diria que o amor ao próximo é a expressão máxima do amor incondicional. Começaremos nosso artigo a partir desta definição.

Amor ao próximo é acima de tudo colocar-se à disposição de Deus para servir de instrumento aos carmas do próximo. Este é o maior amor que alguém pode expressar pelo outro.

Por que? Porque só existe uma realidade: a espiritual. E a realidade espiritual é que a vida carnal é uma sucessão de carma onde existem provas a serem vencidas.

O amor ao próximo não é o amor ao ser humano, mas ao espírito que está humanizado ligado àquela carne através de um determinado ego. Se isto é verdade, como, então, posso amar ao próximo?

Auxiliando-o a vivenciar os seus carmas e com isso criando uma prova que lhe dará a oportunidade de exercer o amor incondicional e com isso alcançar a elevação espiritual.

Eu vou dar um exemplo. Quase todos que já tiveram contato com a doutrina espírita, seja por literatura ou estudo, já ouviram falar em expiação, ou seja, carma. Este ensinamento, na concepção espírita diz que o ser humanizado precisa passar por determinadas situações para expiar faltas anteriores.

Vamos supor uma expiação que é comum na literatura espírita: o espírito “matou” alguém em outra vida e, por isso, na próxima terá que expiar esta ação, ou seja, ele adquire o carma de morrer assassinado na próxima vida.

Desta forma, ele vai “nascer” com diversos objetivos a executar na vida e entre eles estará o de morrer assassinado. Só assim alcançará uma determinada elevação espiritual.

Portanto, o fato de alguém dar um tiro, enfiar uma faca, ou qualquer situação que leve à morte deste ser humanizado é importantíssima na encarnação dele. No momento que estiver programando a sua futura vida, criando os carmas (expiações), o espírito está consciente da necessidade de levar o tiro para morrer e preocupar-se-á em fazer de tudo para que isto aconteça.

Acontece que, para que ele leve o tiro, é necessário alguém que atire. Aquele que agirá como instrumento para que o carma se realize não pode ser qualquer um, mas será necessário alguém que tenha muito amor ao ser que encarnará.

Aquele que atirará terá também que reencarnar, às vezes sem necessidade para si mesmo, mas só por amor, levará uma vida onde talvez nunca encontre aquele que veio ajudar até que no momento certo ficará frente a frente com ele e dará o tiro.

Este é o amor ao próximo. É um amor que transcende os conceitos humanos, mas que se realiza na plenitude do mundo espiritual, da vida espiritual. O amor ao próximo transcende completamente os objetivos materiais.

O amor ao próximo não pode se apegar a fazer o “bem” ao ser humanizado porque muitas vezes na idéia de se fazer o “bem” ao ser humano, estaremos fazendo o “mal” para o espírito. Se o amigo daquele que deveria morrer se negar a dar o tiro, aquele espírito perdeu uma oportunidade de expiação e terá que reencarnar novamente para levar um tiro. Isto não é “mal” para o espírito?

Ficou clara a realidade do amor ao próximo? Um amor muito mais do que incondicional, mas transcendente ao materialismo. Um amor que vai além das leis, normas, objetivos, padrões materiais, mas que se inspira na realidade espiritual.

Pergunta: Fora da caridade não há salvação, não há elevação espiritual.

A caridade não é dar o prato de comida. Fazer a caridade é executá-la no sentido espiritual: fazer a caridade para o espírito. Matar o outro, se ele precisa morrer, é uma grande caridade.

 Pergunta: Tem espíritos encarregados de fazer estes acontecimentos?

Encarregados de fazer acontecer “acima” da materialidade e encarregado de executar um ato na matéria. No entanto, tudo comandado por Deus.

Todos os “encarregados” só agirão na hora que Deus ler no livro da vida que chegou a hora do ser humanizado levar o tiro. É Deus quem decide se o espírito está merecendo ter esta oportunidade de expiação.

 Pergunta: Então Judas amava Cristo como este também aos soldados romanos?

Assim como Cristo amava Judas e a todos. “o que vai fazer faça logo”, é o que Cristo diz a Judas ainda durante a santa ceia.

Sim, ele amava Judas e aos soldados, tanto assim que quando os soldados vêm prendê-lo diz para Pedro: “guarde a sua espada! Você pensa que eu não vou beber o cálice do sofrimento que o meu Pai me deu?”.

 Pergunta: E a catástrofe do tsunami que ocorreu na Ásia?

Vamos falar dela dentro deste assunto de hoje, mas é preciso antes se compreender bem o amor ao próximo, senão não entenderemos catástrofe nenhuma.

Vamos ainda vai acusar os terroristas que mataram as crianças na Rússia e os que jogaram os aviões no World Trade Center nos Estados Unidos. Eles são agentes carmáticos, não inimigos. Não são terroristas porque tanto no prédio como na escola morreu quem tinha que morrer pelo seu carma.

 Vou chegar no assunto das tsunamis, mas antes é preciso firmar esta noção de amor ao próximo no sentido de transcender a felicidade material.

Amar ao próximo não é dar ao próximo o que se quer dar ou o que ele deseja, mas se colocar à disposição de Deus para servir como agente carmático das pessoas, independente até de se gostar da “ação” que praticará para servir como agente carmático.

Estamos falando de assassinato para poder levar o assunto às catástrofes, mas este ensinamento vale para qualquer situação da vida dos seres humanizados. Um casamento, por exemplo.

Marido que tem a índole de bagunceiro e mulher que prima pela arrumação, são dois espíritos que se amam muito porque aceitam conviver e ser instrumento do carma um do outro.

Pergunta: As pessoas que lá estavam (nas praias atingidas pelas ondas gigantes) e passaram pela situação tiveram este momento de expressão, ou seja,  foi benéfico para eles?

Se o momento foi benéfico, não pode se afirmar apenas por que se passou por ele. O momento se transformará em benéfico ou não pela forma como o espírito reagir ao momento e não simplesmente por vivenciá-lo.

Se alguém for tragado pela onda e ao despertar do outro lado sair acusando seja lá quem for de ser o responsável pela sua “morte”, não aproveitou a expiação. Para aproveitar a expiação é preciso que o espírito esteja em “estado de graça”, ou seja, que diga “louvado seja Deus por tudo que me acontece”.

Apenas passar pela situação em si não garante elevação espiritual, mas sim a forma como cada um passa pela situação.

 Pergunta: O Cristo sabia que Judas ia traí-lo, pois fazia parte da profecia?

Mais do que fazia parte da profecia antiga, fazia parte da programação cósmica da encarnação Jesus Cristo.

Isso fica bem claro quando, no início do Novo Testamento o mestre diz aos apóstolos: sairemos e andaremos pela Palestina ajudando muita gente. Depois iremos para Jerusalém onde serei crucificado.

Em resposta Pedro afirma: rezemos a Deus para que isto não ocorra. Cristo responde: cala a boca Pedro, sai de mim Satanás, você está falando como um ser humano.

Nesta passagem podemos observar que ele sabia de tudo o que ia acontecer e mais, sabia que era necessário passar por aquilo.

 Pergunta: Como melhor desenvolver nosso amor ao próximo?

Amando tudo que você faz a ele e amando tudo o que ele faz a você.

O amor ao próximo existirá quando você, mesmo que brigue, mantenha o amor (estar sem raiva, sem ódio), mesmo que xingue, mantenha a paz. Permanecendo equânime você estará conscientemente se sentindo como instrumento de Deus.

Ao amar o que o outro faz, mesmo que a ação deste não fosse de seu desejo, estará se elevando espiritualmente. Quando aprender a viver desta forma será mais “requisitado” por Deus para servir de instrumento a carma dos outros. É isso que Cristo afirma quando ensina: ninguém acende uma lamparina para esconder debaixo do armário.

Assim que você alcançar a evolução espiritual mais espíritos que precisam receber amor na hora da vivência dos seus carmas será levado até você.

Amando constantemente você aprenderá a amar muito mais.

 Somente o amor é Realidade. Por isto Paulo nos ensinou.

 

“Eu poderia falar todas as línguas que se falam na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o barulho do gongo ou o som do sino. Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter toda a fé necessária para tirar as montanhas dos seus lugares; mas, se não tivesse o amor, eu não seria anda. Poderia dar tudo o que tenho e até entregar o meu corpo para ser queimado; mas, seu eu não tivesse o amor, isso não me adiantaria de nada”.

“O amor é paciente e bondoso. O amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Não é grosseiro, nem egoísta. Não se irrita, nem fica magoado. O amor não se alegra quando alguém faz alguma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo (espiritualmente falando). O amor nunca desanima, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência”.  

Este amor incondicional (sublime) citado por Paulo, é o mesmo que Deus tem pelos Seus filhos. O amor que o Pai tem por cada um dos espíritos é este que transcende a tudo que é bem material, mas que está sempre preocupado com o bem estar e a evolução do espírito. É este amor que O faz agir sobre as coisas do planeta.

No caso das ondas gigantes que alcançaram a Ásia, quem criou o “movimento” das placas submarinas, quem criou as ondas que se formaram a partir desse “movimento”, quem escolheu que lugar seria atingido e quem escolheu quem teria que estar naquele lugar naquela hora foi Deus.

Ninguém estava ali por acaso, coincidência, mas todos foram colocados no lugar e no momento certo e tiveram o efeito que mereciam ter à passagem da onda. Por isso uns se salvaram e outros não.

Então, não há uma “catástrofe”, uma tragédia ou uma onda gigante, mas há um amor gigante e sublime de Deus pelos seus filhos. Esta é a conclusão que podemos tirar de tudo que estudamos até hoje e que está no ensinamento de todos os mestres da humanidade.

Não há catástrofes, mas Deus dando a cada um de acordo com as suas obras. Deus dando a cada espírito o que ele precisa e merece, não para a sua felicidade carnal, mas para a sua progressão espiritual.

Entre os religiosos do mundo carnal é muito famoso o ditado: não vai pelo amor vai pela dor. As catástrofes não são nada mais do que o resultado deste ensinamento. No entanto, só há dor, é só para quem quer curtir a felicidade material.

Para quem se liga na realidade espiritual o que existe é o amor de Deus em ação. É o Pai dando a cada filho o necessário (a cruz que ele pode carregar) para que ele possa aproveitar a oportunidade e elevar-se espiritualmente. Por isto estes vão pelo amor a Deus.

Desta forma, a primeira coisa que devemos retirar do pensamento durante as “catástrofes” é a compreensão de que ocorreu uma “tragédia” ou um “acidente” (acontecimento por acaso). Estas coisas não existem no universo: tudo é guiado pela ação carmática e realizada por Deus através do mundo espiritual.

Pergunta: Nós encarnados valorizamos a vida carnal porque não nos lembramos a do outro lado que, segundo dizem, é melhor.

Valorizar a vida carnal é importante. No entanto o que devemos fazer é valorizar a vida terrestre como instrumento espiritual e não valorizá-la pelo bem terrestre.

Não devemos nos apegar a valores que se refletem apenas neste curto período que nós chamamos de “vida”, mas que é “morte”. Para o espírito a vida é a eternidade. Quando o ser humanizado valoriza estes pequenos anos que vive na terra esquece da eternidade que ainda terá que viver.

Valorizar a vida terrestre, sim, mas valorizá-la como a oportunidade de  elevação espiritual.

 Ainda existe algo importante para ser falado hoje, que na verdade é o tema de hoje: o amor ao próximo nas “catástrofes”. Mas, antes é preciso que a compreensão de que não houve “acidente” nem “catástrofe” mas, o amor de Deus em ação seja alcançada.

Pergunta: Um dia reclamei a um espírito que eu tinha nojo dos corruptos. Ele respondeu: dê graças a Deus, pois se não fossem os corruptos não teríamos o trabalho de hoje. Eles terão que renascer na miséria e com isso nos auxiliam no nosso trabalho.

O corrupto é o instrumento de um carma, porque ele roubará de quem precisa e merece ser roubado.

Toda ação humana é um instrumento de Deus. Agora, se o ser humanizado participa da ação de Deus levando benefício próprio, ou seja, tirando prazer do que está acontecendo, o problema é dele.

Ele terá que arcar com a justa reação à sua ação. Não a ação de ser corrupto, mas por ter tido prazer ao representar o papel de corrupto durante a vida carnal.

 Pergunta: Aí não podemos condenar ninguém.

É, mas não foi isto que o Cristo ensinou?

Tire a trave do seu olho ao invés de querer tirar o cisco dos olhos dos outros; é muito fácil você cumprimentar o seu amigo, quero ver cumprimentar o seu inimigo; se você dever a alguém, antes de ir rezar, faça as pazes senão Deus saberá que está acusando os outros. É isto que Cristo ensinou.

 Pergunta: Resumindo. A aparente injustiça existe por causa de nossa visão limitada sobre a Realidade espiritual?

Isto. As injustiças do mundo são criadas apenas na “mente” (formação mental) do espírito, porque o universo é guiado pela Justiça Suprema, Deus.

Por causa desta propriedade elevada ao expoente máximo da “Causa Primária” do universo, Ele é justo, ou seja, só acontece a cada um de acordo com as suas próprias obras.

É o amor próprio, o amor a si acima de tudo, o individualismo do ser humanizado que acusa injustiça nos acontecimentos do mundo.

Mas, porque juntei “amor ao próximo” e “catástrofes” como temas de hoje? Vou explicar agora.

Por mais destrutiva que tenha sido a onda marítima que provocou os acontecimentos recentes, a onda de falso amor ao próximo que invadiu o planeta nos dias subseqüentes foi ainda mais devastadora.

O sofrimento, a acusação, o falar mal dos governos ou de qualquer coisa, ter pena de quem morreu é uma onda sentimental que está cercando planeta de individualismos, ou como muitos conhecem, de energias “negras” e “pesadas”.

O momento das “catástrofes” não deve levar o ser humanizado a este padrão sentimental, mas sim a exercer o amor ao próximo, louvando a Deus pelo que aconteceu. É hora de se louvar ao Pai porque o processo carmático está em ação.

Quando a humanidade deixa de louvar ao Pai e aproveita a oportunidade para sentir injustiça, sofrimento, pena, dó, está acusando o próprio Deus que chama para socorrê-la. Suja, polui, o amor Sublime de Deus com o seu individualismo, com a sua compreensão pequena do universo.

Por causa desta ação da humanidade e da proximidade com o ocorrido na Ásia, nesta conversa sobre o tema amor ao próximo enfatizei a questão das “catástrofes”. Neste momento que o planeta vivencia esta “calamidade” é uma boa oportunidade para aprender como reagir a este tipo de acontecimento mantendo o amor ao próximo dentro do campo espiritual e não trazê-lo para o material, criando lamentos.

Seria melhor aprender com Jó.

“Eu sei muito bem que as coisas são assim. Mas como é que uma pessoa pode provar a Deus que ela está com a razão? Quem se atreve a discutir com Deus? Ele pode fazer mil perguntas a que ninguém é capaz de responder. A Sua sabedoria é profunda e o Seu poder é grande; quem pode desafiá-Lo e vencer? Sem aviso ele muda de lugar os montes e na Sua ira os destrói. Deus manda terremotos e o chão treme; Ele abala as colunas que sustentam a terra”.

Sempre que acontece uma “catástrofe” existe uma oportunidade esplêndida para que a humanidade do planeta se ligue a Deus e louve o Seu poder. Para isto, no entanto, é preciso se desligar dos corpos fétidos que ficaram no local da “catástrofe”.

Aqueles que vivenciam estes momentos com pena, na verdade estão com dó de carne podre. Naquela aparente cena de desolação não existe nada mais do que carne. O espírito já entrou em glória, já se desligou daquela carne.

Aquele foi um momento glorioso para o espírito e a humanidade, ao invés de voltar-se para Deus e agradecê-Lo e louvá-Lo pelo seu santo nome, por nunca se esquecer de Seus filhos dando a cada um o que precisa, simplesmente volta as costa a Deus para chorar carnes podres.

Pergunta: Acredito que amor incondicional é não julgar as outras pessoas e sim procurar compreendê-las no contexto que estão inseridas. Procurar compreender e ver Deus agindo de uma forma que nos agrada ou não e aceitar as pessoas como são.

Perfeito, mas faça por amor a Deus, não ao que você julga.

Não julgue (queira saber o motivo) porque Deus “matou” tanta gente. Apenas compreenda que Ele ama todos os seus filhos e jamais irá traí-los.

“Eu venci o mundo”. Precisamos extrapolar a matéria e entrar no verdadeiro amor ao próximo. Este amor se revela principalmente nos momentos de “catástrofes” quando glorificamos a ação divina que promoveu um carma para quem precisava e merecia.

No momento que as verdades materiais (desejo de estar vivo) são atacadas é que o verdadeiro buscador deve manter-se em paz. Quando falo para não lastimar os acontecimentos, não estou falando em reagir com risadas ou fazendo piadas, mas manter-se em paz, não se deixando encobrir pelo lodo do individualismo que é sempre lançado pela coletividade humanizada nos acontecimentos deste tipo (coitado, que pena).

Esta é a hora de exercer o amor ao próximo. Esta é a oportunidade de se amar incondicionalmente.

Mesmo que você não tenha nada a ver com o acontecimento, ao ter notícia de uma “catástrofe” (o carma que outros passaram) se criou uma prova para você. Houve uma oportunidade para exercer o amor ao próximo no seu sentido espiritual e com isso conquistar a sua evolução.

Louve aquele espírito que pelo seu carma gerou a oportunidade de você, mantendo a sua paz, e felicidade conquistar a evolução espiritual. Não desperdice esta oportunidade caindo na depressão do sofrimento por causa de carnes podres.

 Pergunta: Ninguém é vítima frente a lei da causa e efeito.

Perfeito, mas não é assim que se vive no planeta Terra, apesar dos ensinamentos dos mestres neste sentido. Trata-se a todos como coitados e como vítimas.

Coitado nada: ele não podia estar em outro lugar nem poderia ter acontecido nada diferente. Ele não é vítima: tinha que estar ali naquela hora. Então, louvado seja Deus.

 Pergunta: Mas, isso não é fácil de compreender para a grande maioria dos encarnados, não é?

Eu lhe responderia que realmente não é, mas isso porque a humanidade não quer.

Todos os religiosos têm este ensinamento (a busca do bem espiritual e não do material) trazido pelo Cristo, Buda, Krishna, Maomé e Kardec. Se não colocam em prática, então, é porque não querem. Utilizando-se do seu livre arbítrio continuam preferindo viver o bem terrestre ao invés de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Agora, se os outros optam por este sentimento, o problema é deles. Cada um deve compreender que veio aqui (na carne) para promover a sua reforma íntima e, para isso deve trabalhar.

Só quando os seres humanizados compreenderem que precisam se mudar e não aos outros poderão auxiliar o próximo de verdade.

 Falamos até aqui em “catástrofes coletivas”, mas este mesmo amor deve ser mantido quando o ser humanizado passa pelas suas “catástrofes individuais”.

Quando alguém vive um momento de grande depressão, de grande sofrimento por qualquer contrariedade, este é o momento de amá-los incondicionalmente, levando-os a compreender a ação divina e não o de chorar com ele por sua “perda”.

Agora que já compreendemos bem o amor ao próximo (incondicional, que extrapola a materialidade) queria pedir a cada um que, sempre que ocorressem “catástrofes” (individuais ou coletivas), formasse uma corrente de louvor a Deus. Esta ação de espíritos auxilia na limpeza da sujeira (pena, dó) que é lançada no planeta quando a “catástrofe” ocorre.

Eu queria convocar a todos que buscassem o verdadeiro amor ao próximo nos momentos de “catástrofes”. Esta ação é importante porque o individualismo que é lançado no universo através da pena, da dó e da saudade, prejudica aqueles que desencarnaram.

As religiões ensinam que se deve rezar pelos mortos, mas o ser humanizado ora chamando-os. Quando se lança no universo este tipo de individualismo (“eu estou com tanta saudade do meu pai que morreu”), prende-se este espírito ao nível de consciência humano. Por isso, ele fica preso à vida humana, mesmo desencarnado.

A onda de sentimentos individualistas é muito mais catastrófica do que a onda marinha. A onda da pena, da dó, da saudade, da falsa compaixão que é jogada aos espíritos que desencarnam em “acidentes” podem causar estragos grandes na existência de um espírito, tanto de quem emite quanto de quem recebe.

Como já me foi perguntado hoje, será que os espíritos que desencarnam em “catástrofes” aproveitam a oportunidade do seu carma? Eu diria que muitos estão deixando de aproveitá-la por “culpa” do próprio encarnado que está prendendo-o á Terra.

“Porque meu marido foi para lá e não ficou em casa?”. Reagir desta forma prende o espírito à materialidade.

Quando vivermos uma “catástrofe” na nossa vida é preciso que façamos uma mentalização muito forte para lançar o amor ao próximo para quem se foi. Devemos mentalmente procurar conversar com o espírito querido para lhe dizer: “irmão, você não morreu por acaso, mas cumpriu o seu carma. Não houve nenhum agente causador da sua “tragédia”, mas foi Deus, foi o amor do Pai que fez aquilo acontecer”.

 Vivendo nossas “catástrofes individuais” ou reagindo a notícias de “catástrofes coletivas” desta maneira, poderemos realmente auxiliar aos espíritos que viveram seus carmas. Só assim conseguiremos neutralizar um pouco da falsidade, do individualismo que é sendo lançada sobre estes espíritos pela humanidade.

Pergunta: De que maneira as ondas de pensamentos negativos da humanidade (dó, tragédia), podem atrapalhar o trabalho das equipes extra físicas que neste momento estão auxiliando os espíritos alvo destes pensamentos?

Não é o pensamento material, mas sim o sentimental. É como o Cristo disse: o que sai do coração.

O sentimento emanado pela humanidade, na verdade não atrapalha os amparadores, os trabalhadores espirituais, mas sim aos espíritos que desencarnaram.

Quando você coloca o sentimento de pena no universo ele passa fazer parte da “atmosfera” do planeta e os espíritos que desencarnaram “respiram” estes sentimentos. Eles se contaminam com estes sentimentos e por isto é mais difícil para eles exercer o livre arbítrio no sentido de amar o que está acontecendo.

Claro, existem espíritos trabalhando para desmagnetizar o sentimento lançado pela humanidade, mas, volto a repetir, quando a catástrofe assume proporções planetárias ele é muito forte e prejudica alguns espíritos.

 Pergunta: Significa que eles perdem a lucidez para compreender o que está acontecendo com eles?

Significa que eles começam a se banhar de individualismo e por isso têm “raiva” por terem morrido, ficam assustado com o fenômeno “morte”. Por isto “xingam” a Deus, acusando-O de não os ter protegido retirando-os da praia naquela hora.

Reagindo desta forma ao seu momento carmático, o espírito não alcança a evolução espiritual, ou seja, não aproveita a situação carmática de expiação que vivenciou.

Sei que muitos estão pensando com relação ao meu pedido: somos tão poucos. Isto não é realidade. Nossa força junto com outras oriundas de outros lugares onde está sendo repassado este ensinamento pode socorrer muito mais do que aqueles que buscam “sobreviventes” nas “tragédias”.

Sempre que ocorrer uma “catástrofe”, a nossa força junto com outras que sobem aos céus para dizer a Deus quanto lhe amamos pelo que fez, cria a barreira energética que protege espíritos da influência deste individualismo.

Quando você tiver contato com a foto de uma criança morta em uma “catástrofe”, ao invés de chorar, diga: vá em paz espírito. Vendo a foto de uma mulher morta, não critique, não tenha pena, não chore, mas ame a Deus e aquele espírito para que possa auxiliar verdadeiramente aqueles que precisam de você.

Toda “catástrofe coletiva” é uma ação carmática: é um dos instrumentos de desencarne em massa. Através dela são recolhidos tanto espíritos que não tem mais chance de fazer a sua elevação espiritual nesta encarnação, quanto espíritos que já conseguiram. Tanto para um como para outro foi feita a Justiça.

Nós podemos contribuir com esta ação divina auxiliando a estes espíritos e àqueles que têm notícia do acontecimento a amar a Deus acima de todas as coisas nesta hora.

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se,e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão.

Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… 
E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. 
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas  num instante, das quais se arrependerá para o resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. 
Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. 
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. 
Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. 
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo.

E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára, para que você junte seus cacos. 
Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. 
E você aprende realmente que pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida !

Hoje… aguardo por ti… pacientemente… estruturando-me para te receber no meu melhor, num espaço entre a liberdade e o que precisas de ter, o que te faz falta, a mão que te protege e o momento de estares Só… em ti… para cresceres pela tua propria mão pela tua propria experiência, para te alimentares de sabedoria e compreensão, prazer e amor… Amor… é essa a única maneira de crescer…

 

No mundo, neste palco que nos trás tantas emoções e momentos que somam ascensão à Alma, aquilo que mais desejo é que te encontres e te saibas por à parte de todos os véus que herdas, que os saibas destinguir, entender e ultrapassar sorrindo… com um leve sorriso…

É isso que a Vida pede… pede um passo à frente… esse sorriso é o Passo à Frente face a todas as provas que a vida por aqui nos submete…

 

Sim… estou aqui para te amparar. O amor contém nele Tudo, é isso que te quero dar querido Lorenzo… Amor querido filho… sem a necessidade de retorno, entregar Amor e abraçar-te em todos os momentos…

Mesmo que seja a distância!

 

Aguardo por ti…

Pai, tu, sendo Deus, quiseste mostrar 
entre nós tua face materna… 
Por isso criaste todas as mães! 

Peço-te por minha mãe, 
sinal concreto e visível de teu amor  entre nós. 
Multiplicai os seus dias 
em nosso meio! 

Acompanha-a em todo riso 
e em toda lágrima, 
todo trabalho e toda prece, 
todo dia e toda noite! 

Que tua bênção cubra de luz 
a vida de minha mãe para que, 
inundada de ti, ela seja sempre mais 
Presença do divino em minha vida. Amém!

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